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Lixão incomoda moradores no Joaquim Távora

Local serve de "lixão", com acúmulo de entulhos de construção, restos de comida e galhos de árvore. O despejo de lixo em locais impróprios está sujeito a multa, mas problema persiste

13:24 | 29/01/2016
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[SELOLEITOR] Montanhas de lixo preenchem toda a calçada da rua João Brígido, entre as ruas Nogueira Acioli e Gonçalves Ledo, no bairro Joaquim Távora. Apesar da coleta diária, os entulhos voltam a se acumular, trazidos por pessoas de fora, denunciam os moradores no entorno. O “lixão” a céu aberto é um dos inúmeros pontos inadequados de descarte de resíduos sólidos em Fortaleza, que O POVO Online tem traçado em mapa colaborativo.

Os resíduos sólidos, como restos de comida, galhos e até materiais de construção são pano de fundo da calçada há pelo menos 20 anos, segundo cálculo de alguns moradores mais antigos. “Aí só se tiver escolta armada, porque é muita gente colocando lixo, já vi até animal morto. Uma vergonha pra cidade”, reclama o serralheiro Francelino Pereira Silva, 49.

Ele e outros vizinhos do lixão são unânimes em afirmar que faltam conscientização e fiscalização para acabar com o despejo inadequado na via. Mesmo com o endurecimento da legislação, em 2015, a Secretaria da Regional II explica que 42 estabelecimentos considerados ''grandes geradores por práticas irregulares'' já foram autuados no local.

''Chegaram uma vez a colocar uma placa, mas não adianta. Esse povo não tem vergonha, uma coisa que fica cheirando mal”, diz a costureira Maria Ionete Abreu, 62. O casal Ney Madeira, 52, e Maria Gorete da Silva, 50, residem na rua paralela ao lixão, mas também sofrem com o descarte irregular de materiais ali. "É porque o vento traz o lixo pra cá. A gente tenta limpar sempre, eu mesma já reclamei várias vezes com a Prefeitura, mas assim que fica limpo já aparece outro para sujar”, explica Gorete.

O POVO Online esteve no local durante esta manhã e flagrou duas vezes um homem despejando entulhos na área, trazidos em um carrinho de mão. Ele não quis falar com a reportagem, mas outras pessoas na via denunciaram que a cena repete-se de “hora em hora”. "Vem gente de fora, até em carros, jogar entulho de construção. Eu já tive vontade de levantar um muro nesta calçada, porque isso é uma vergonha", critica o aposentado José Maria Falcão, 92.

Para Evandro Barros Oliveira, 60, também aposentado, o caso fica ainda pior quando chove. "Alaga até a avenida Antônio Sales, então é lixo de um lado e água suja de outro. Aqui é Fortaleza bela, mas só vemos lixo na cidade".

Limpeza

Segundo a Regional II, a limpeza da rua João Brígido é realizada diariamente, mas o "ponto de lixo permanece devido à falta de educação de alguns moradores’’. " Pedimos a contribuição da população para que acondicione o seu lixo e somente o descarte nos horários e dias das coletas domiciliar", completa, em nota.

Além do Ecoponto da avenida Visconde do Rio Branco, a regional II ganhará um novo ponto gratuito para o descarte de entulho de obras de pequeno porte, resto de poda, móveis e outros materiais. O equipamento será inaugurado na manhã deste sábado, na avenida Antônio Justa com rua Meruoca, na Varjota.

O que diz a lei
Em cumprimento à Lei nº 8.408/99, alterada pela Lei nº 10.340/15, a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), executa a fiscalização dos grandes geradores de resíduos sólidos. As multas pelo despejo de lixo em locais impróprios variam de R$ 761,10 até R$ 19.027,50, de acordo com a gravidade das infrações.

Denuncie pontos de despejo irregular de lixo no mapa colaborativo do O POVO Online:

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