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Governo entrega equipamentos de segurança da Copa do Mundo para cadeias

São 318 equipamentos que devem auxiliar na padronização de segurança das 130 cadeias do sistema prisional do Estado

19:11 | 12/01/2016
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Com o intuito de banir as revistas íntimas vexatórias e aumentar a segurança nas cadeias 130 cadeias públicas do Estado foram entregues, no início da noite desta terça-feira, 12, 318 equipamentos de segurança. A entrega, na sede da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus), contou com a presença do governador do Estado, Camilo Santana (PT). De acordo com a Sejus, os artigos são resultado de parceria com o Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (Depen/MJ) e de repasse do próprio Governo do Estado, que destinou ao órgão parte do material utilizado na Copa do Mundo, ocorrida em 2014.

São 77 portais, 26 raios-x, 69 banquetas eletrônicas e 146 raquetes eletrônicas que devem auxiliar os agentes prisionais na detecção de objetos de metal que estejam com pessoas que adentrem as unidades. Já as banquetas, ainda não utilizadas no sistema cearense, conseguem identificar a presença de possíveis metais introduzidos no corpo de visitantes.

"Sempre respeitando a integridade das pessoas que adentram a unidade prisional, esses equipamentos, evitam a revista vexatória que atenta contra a dignidade, intimidade e privacidade das pessoas", aponta Hélio Leitão, titular da Sejus.

Os novos equipamentos devem auxiliar na padronização dos procedimentos de segurança do sistema prisional na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e nas cadeias públicas.

No interior do Estado, a distribuição do material foi feita de acordo com as cadeias que apresentam maior população carcerária e que possuam estrutura física para receber as melhorias.

Para Valdemiro Barbosa, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, os equipamentos representam um avanço, mas há pontos a solucionar. "É uma reivindicação antiga da nossa categoria. Falamos ao secretário da Sejus sobre a situação dramática das cadeias do Estado, que não tinham esses equipamentos. Tínhamos esse alto índice de fugas no interior do Estado. São aquisições que vão facilitar o trabalho dos agentes penitenciários. Mas é preciso também que se aumente o efetivo e nosso grande drama é a superlotação com um excedente de mais de 100%", pondera.

O POVO Online com informações do repórter João Marcelo Sena 

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