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Crianças com autismo e síndrome de Down vão ao cinema pela primeira vez

Cerca de 300 crianças e pais participaram da ação

15:25 | 17/01/2016
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Ficar sentado em uma sala de cinema por quase duas horas, sem poder correr e com um som num volume alto, é tarefa quase impossível para quem tem autismo. Aliado a esses fatos, há a intolerância dos demais, que não entendem que aquela criança possui uma deficiência e, por isso, não fica quieta por muito tempo. Devido a isso, muitos pais de crianças autistas evitam levá-las ao cinema.

Mas a manhã do último sábado foi diferente para cerca de 300 crianças e pais da Associação Fortaleza Luz (FAZ) e Fortaleza Down, que atendem crianças autistas e com Síndrome de Down, respectivamente.

Uma parceria entre as entidades e o shopping RioMar Fortaleza proporcionou às famílias uma sessão de cinema adaptada a esse público, que tinha sala de exibição com luz ambiente, som no volume moderado e o filme não tinha trailers.

Uma dessas crianças era Hugo Ponte, de oito anos, que ia ao cinema pela primeira vez. “Já tentei levá-lo ao cinema outras vezes, mas quando começava o trailer, ele já ficava assustado e saía correndo. Agora ele tá ali, não para um minuto e tá prestando atenção no filme”, explica Rejane Ponte, mãe do garoto. Para ela, poder levar o filho ao cinema pela primeira vez “dá vontade de chorar”. “Já tentei trazê-lo ao cinema várias vezes, mas nunca consegui. Hoje me sinto incluída, porque tenho uma filha normal (sem deficiência) e um filho especial. Quando era pra ir ao cinema, ou eu ou o pai levava minha filha, porque não dava para o Hugo", esclarece.

Para Fernanda Cavalieri, presidente da Associação Fortaleza Luz, ações como essa podem contribuir para diminuir o preconceito, já que o transtorno autista ainda é muito desconhecido. Ainda segundo Fernanda, sessões de cinema adaptadas para crianças autistas e com Downn são importantes, “porque muitas famílias, devido ao preconceito, têm receio de levar os filhos ao cinema. Nas sessões especiais como essa, as crianças não são julgadas por seu comportamento,” conclui.

Durante a exibição da película, diversas crianças corriam pelo local, enquanto outras assistiam deitadas no chão, junto com seus pais.

O filme escolhido foi “O Bom Dinossauro, que contava a história de Arlo, um dinossauro que se distingue dos demais por nascer de um ovo enorme e ser bem pequeno. O jovem Arlo não consegue desempenhar as atividades a ele atribuídas pelo grupo. No entanto uma tempestade faz com que o dinossauro se perca de sua aldeia, indo parar em um lugar distante, e tenha que enfrentar seus inimigos e medos.

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