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Ainda em Brasília, reitor da UFC deve se pronunciar sobre cancelamento de transplantes amanhã

Henry de Holanda Campos conversará com o Secretário de Educação Superior do Ministério da Educação e o Presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH)

12:47 | 30/11/2015
Atualizado às 17h52min

reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), professor Henry Campos, continua em reuniões em Brasília para discutir com órgãos federais a situação do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (Meac). O professor deve se pronunciar sobre o caso nesta terça-feira, 1º. Os gestores do Complexo Hospitalar da UFC decidiram, na última sexta-feira, 27, pela redução dos atendimento dos hospitais, incluindo ocancelamento de transplantes de rim, pâncreas, fígado e medula óssea. A causa é a insuficiência dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Campos viajou para Brasília na manhã de hoje com o objetivo de se reunir com secretário superior do Ministério da Educação e ex-reitor da UFC, Jesualdo Pereira. O professor também deve encontrar membros da direção da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), entidade responsável pela administração dos hospitais.

Conforme a Coordenadoria de Comunicação da UFC, o reitor continua em reuniões com órgãos federais. A previsão é de que os encontros ocorram até a noite de hoje. Campos só deve informar os resultados dos encontros amanhã. O superintendente do Complexo Hospitalar da UFC, Luciano Moreira, também se encontra em Brasília para agenda oficial e trata sobre a questão do HUWC e da Meac.

Transplantes suspensos
Referência em transplantes de órgãos, o Hospital Universitário Walter Cantídio deve suspender a transplantação de rim, pâncreas, fígado e medula óssea, de acordo com documento assinado na última sexta-feira, 27, pelos gestores do Complexo Hospitalar da UFC.

O comitê decidiu ainda que os serviços na unidade serão reduzidos progressivamente em até 50% da capacidade atual instalada, a partir desta segunda-feira, 30. A insuficiência de repasses de recursos destinados à assistência à saúde do Serviço Único (SUS) foi a justificativa usada pelo grupo.

"Essa medida se aplica aos leitos, às salas cirúrgicas, às novas consultas e aos exames complementares em até 50% da nossa capacidade atual instalada", diz o documento.

Reitoria contra
A Reitoria da UFC se posicionou contra a decisão dos gestores do Complexo Hospitalar no último domingo, 29. Em nota publicada no portal da UFC, a Coordenadoria de Comunicação classificou a decisão como “unilateral adotada pela direção do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e a Maternidade Escola Assis Chateaubriand (Meac), considerando-se que centenas de pacientes que aguardavam vez na fila de transplantes, muitos deles em situação de risco, serão prejudicados”.

Redação O POVO Online
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