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Saiba quais os cenários menos arriscados com a alta do dólar

O POVO selecionou dicas de especialistas em Economia para diminuir os riscos para viajantes e empresários

16:47 | 22/09/2015
O que já vinha sendo sinalizado por especialistas e pelo mercado do câmbio aconteceu. Nesta terça-feira, 22, o dólar ultrapassou a marca histórica e chegou aos R$ 4, cotação mais alta desde o início do plano real, em 1994. Ao longo do dia, o valor aumentou e o dólar turismo chegou a R$ 4,53 em algumas casas de câmbio de Fortaleza.

Tanto para empresários quanto para possíveis viajantes, é hora de saber exatamente como lidar com a alta da moeda e se prevenir para evitar o risco de perda. O POVO selecionou algumas análises e dicas de especialistas em Economia.
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Fôlego às exportações

Se existe um lado bom nessa alta do dólar é o aumento das exportações, o que pode impulsionar a atividade econômica. Os Estados Unidos são o alvo, principalmente em um cenário de recuo das exportações dos países da América do Sul, lenta recuperação da economia europeia e possível desaceleração de crescimento da China.Mas há um contrasenso: mais exportação gera maior produção e empregos; ao mesmo passo que muitos insumos, importados, estão mais caros.

Exportações em alta, mas produtos precisam de qualidade e quantidade

O mercado lá fora é mais exigente. Características como rotulagem, condições de salubridade, tamanho da embalagem e uso de agrotóxicos fazem a diferença. As empresas precisam flexibilizar os produtos para que eles sejam aceitos em diferentes países, o que exige maior qualidade e quantidade. Ser competitivo em relação ao preço de mercado também é importante (quando se exporta para países que também têm o preço influenciado pela alta do dólar, é preciso se atentar ao fato de que os clientes retornam para o fornecedor para pedir desconto).

O que fazer para diminuir os riscos?

Para quem vai viajar ao exterior ainda este ano, a principal dica é comprar imediatamente ou ir adquirindo aos poucos para não sentir tanto a alta. Para investimentos, a orientação é fazer fundos e derivativos cambiais ou utilizar até dinheiro em espécie. 

Como empresas e pessoas físicas devem se proteger

Para empresas importadoras, o problema é sério, principalmente se houver dificuldade de repasse do novo custo para os preços. Para as exportadoras, a orientação é intensificar as vendas e abrir novos mercados. A estratégia para pessoas físicas é substituir produtos e serviços, adiar a compra de produtos importados e não contrair dívidas.

O quê ainda vale a pena comprar no exterior?

Alguns produtos ainda valem a pena, principalmente os de vestuário, teoria que não vale para os eletrônicos. Para quem viaja e já tem passagem comprada, com a alta volatilidade do câmbio, o indicado é adquirir a moeda de forma parcelada.
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