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Policiais do Ronda que mataram pedreiro têm liberdade negada

Os trio foi preso em março de 2014 e denunciado por homicídio triplamente qualificado, por "motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa"

20:14 | 19/08/2015

Os três policiais do Ronda do Quarteirão que mataram o pedreiro Francisco Ricardo Costa de Souza, no bairro Maraponga, em fevereiro do ano passado, vão continuar presos, por decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).

De acordo com o TJCE, o pedido de habeas corpus foi negado, já que não é constatado “constrangimento ilegal” pela manutenção da prisão. A decisão, proferida pelo juiz Francisco Carneiro Lima, foi divulgada nesta quarta-feira, 19.

Os três policiais foram presos e denunciados por homicídio triplamente qualificado: “motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa”.

Ainda segundo informações do TJCE, em janeiro deste ano já havia sido negada liberdade provisória aos militares, por meio da 1ª Vara do Júri de Fortaleza, levando em consideração o “clamor público que o crime causou”. A defesa ainda recorreu ao Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas ambos negaram o habeas corpus.

Assassinato e tortura

O pedreiro foi espancado e morto pelos policiais José Nilton Alves Maciel, Dennis Bezerra Guilherme e Whashington Martins da Silva, em um terreno, no bairro Maraponga, no dia 13 de fevereiro de 2014.

No inicio da tarde daquele dia, Francisco foi abordado pelos militares e levado até o terreno. Dados do Sistema de Monitoramento do Ronda do Quarteirão (SMRD) mostraram o percurso da viatura e o tempo, 30 minutos, que ela permaneceu no local onde o corpo foi encontrado por populares.

Na época, a Polícia apontou a hipótese de que os militares tentavam chegar a um acusado por roubo de uma motocicleta através do pedreiro, que seria parente próximo do criminoso.

[SAIBAMAIS3]

Durante as investigações, ficou constatado ainda que o mesmo trio socorreu a vítima, por conta própria e sem acionar atendimento médico e perícia, após chamado da população. O pedreiro foi levado ao Frotinha da Parangaba, onde já chegou sem vida.

Os policiais ainda tentaram apagar os rastros do crime levando a viatura até um lava-jato, que pertencia a mãe de um deles. As investigações apontaram que os criminosos tentaram tirar uma marca de sangue que ficou no veículo.

Redação O POVO Online

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