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Mulher de subtenente do Exército acusado de matar filho mantém versão à Polícia

Critiane prestou depoimento ao delegado responsável pelo caso, Wilder Brito Sobreiro, e ao diretor de Polícia Metropolitana, Jairo Façanha Pequeno, durante aproximadamente quatro horas

16:58 | 19/11/2014

Em depoimento à Polícia, a mulher do subtenente do Exército, acusado de matar o filho do casal, manteve a versão de que ela teria sido obrigada pelo marido a ingerir uma alta dosagem de medicamento tarja preta, assim como o filho do casal que morreu. Cristiane Renata Coelho, 41, esteve na manhã desta sexta-feira, 19, no 16° Distrito Policial, no bairro Dias Macedo.

Critiane prestou depoimento ao delegado responsável pelo caso, Wilder Brito Sobreiro, e ao diretor de Polícia Metropolitana, Jairo Façanha Pequeno, durante aproximadamente quatro horas. Ela chegou ao local por volta das 10h pela porta dos fundos da unidade policial e não concedeu entrevistas à imprensa.

Após os esclarecimentos à Polícia, ela seguiu para o Instituto Médico Legal (IML), onde fará exames. A esposa do subtenente retorna ainda nesta terça para Recife (PE), onde se encontra com familiares.
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O subtenente do Exército, Francilewdo Bezerra Severino, 45, está internado no Hospital Geral do Exército, mas o estado dele não é divulgado pelo posto médico. Em uma mensagem no Facebook, ele teria anunciado o envenenamento da mulher e a própria ingestão de substâncias, além da morte do filho de nove anos. De acordo com o delegado, também está sendo investigada a veracidade de um rascunho à mão deixado por ele.

Caso
De acordo com Cristiane, Francilewdo Bezerra matou o filho de 9 anos com uma alta dosagem de medicamento tarja preta depois de agredi-la e fazê-la ingerir a substância com vinho, na última segunda-feira, 10, no bairro Dias Macedo.

Porém, conforme informação extraoficial da Polícia Civil, o garoto teria ingerido "chumbinho", veneno para rato. O laudo oficial da morte da criança ainda não foi divulgado. A substância tóxica que o militar ingeriu também é desconhecida.

Cristiane foi chamada novamente para prestar depoimento, pois existe a suspeita de que o veneno ingerido pela criança e pelo pai não tem nada a ver com o ingerido pela mãe, de acordo com o delegado. A esposa do militar tomou Rivotril, segundo a Polícia.

Redação O POVO Online

com informações do repórter Thiago Paiva

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