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Manifestantes tentam invadir prédio do Paço Municipal

O protesto tem como intuito pressionar a Prefeitura de Fortaleza a assinar um termo que garante a inclusão de algumas comunidades em um novo projeto habitacional

10:45 | 13/11/2014
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Atualizada às 19h11min

Cerca de 500 pessoas tentaram invadir na manhã desta quinta-feira, 13, o prédio do Paço Municipal, no Centro. Os manifestantes, do Movimento Luta por Moradia (MLPM), protestavam na frente do prédio quando algumas pessoas começaram a balançar o portão. A tropa da Guarda Municipal reagiu com bomba de gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

No início desta tarde, o protesto continuava, mas a assessoria de comunicação da Prefeitura de Fortaleza informou que, por volta de 14h, o prefeito Roberto Cláudio conversou com os manifestantes, em frente ao prédio, para debater sobre as reinvindicações. Na ocasião, o prefeito teria agendado uma reunião com líderes do movimento e com secretários municipais, que deverá ocorrer na próxima terça-feira, 18, ao meio dia, no auditório do Paço.

“Conheço a luta de todos. Considero o movimento democrático e a gente tem a obrigação de ouvir, dialogar”, afirmou o prefeito, que também garantiu que o pedido de moradia será atendido. “Temos recursos garantidos e vamos priorizar a moradia para quem precisa”.

Denise Brito, integrante do MLPM, confirmou a informação, mas adiantou que caso nenhum acordo seja feito, uma nova manifestação será realizada. De acordo com ela, 30 pessoas saíram feridas após o confronto, três em estado mais grave.

Segundo a líder do movimento, a manifestação tem o intuito de pressionar a Prefeitura de Fortaleza (PMF) a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que garante a 36 comunidades, que tiveram suas casas desapropriadas no bairro José Walter, a inclusão no projeto habitacional Cidade Jardim 2, localizado no mesmo bairro. Ainda segundo ela, o documento foi  assinado há dois meses pela Secretaria das Cidades.

No início da tarde, Denise afirmou que a tropa avançou novamente com bombas e os manifestantes reagiram. O grupo permaneceu acampado no local até a chegada do prefeito para diálogo e agendamento da negociação. Os manifestantes ficaram acampados, "cantando e se animando", conforme acrescentou Denise, aguardando a chegada de cinco ônibus que levariam mais pessoas. A Rua São José, onde o Paço se localiza, permaneceu interditada, mas por volta de 16h30 o trânsito foi liberado.

Durante a manhã, Azevedo Vieira, diretor da Guarda Municipal, afirmou que o efetivo que faz a segurança do prédio é de 80 integrantes e que os guardas utilizaram principalmente o gás lacrimogênio contra os manifestantes porque "eles tiraram o portão dos trilhos para derrubar". Representantes da Prefeitura conversaram com lideranças do movimento e afirmaram que uma comissão os receberia se houvesse uma dispersão de pessoas do local.

%2b Confira galeria de fotos do protesto

Redação O POVO Online com informações da repórter Sara Oliveira
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