PUBLICIDADE
Notícias

Fortaleza é o 3° município com pior IDHM entre as regiões metropolitanas do Brasil

Mesmo com a colocação ruim, Fortaleza passou de IDHM médio para alto, de 2000 (com índice de 0,622), para 2010 (com índice de 0,732). Desigualdade dentro dos municípios ainda é fator marcante, diz o estudo

10:38 | 25/11/2014
NULL
NULL

Fortaleza ficou com o 3° pior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Fortaleza (IDHM) e Região Metropolitana entre as 16 regiões metropolitanas do Brasil, segundo aponta o o Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras, lançado nesta terça-feira, 25. Com IDHM de 0,732, em 2010, a capital cearense ficou atrás apenas de Belém, com 0,729, e Manaus, com 0,720. Os melhores índices são de São Paulo, com 0,812, Distrito Federal e entorno, com 0,826, e Curitiba, com 0,803.

Mesmo com a colocação ruim, Fortaleza passou de IDHM médio para alto, de 2000 – com índice de 0,622, para 2010. Atrás do Ceará, com índice ainda piores estão São Luís (0,721), Belém (0,722), Manaus (0,724) e Natal (0,736). Segundo o estudo, em 2000, 7% das UDHs do País tinham Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) muito baixo; 32%, baixo; 29%, médio; 21%, alto e 11%, muito alto. Em 2010, não há UDHs na faixa de muito baixo desenvolvimento humano. O percentual de UDHs na faixa de baixo desenvolvimento humano é 2% do universo pesquisado. Trinta e dois por cento das UDHs tinham IDHM médio; 36%, IDHM alto e 30%, IDHM muito alto.

Apesar da redução das disparidades, a desigualdade dentro dos municípios ainda é fator marcante, segundo o estudo. O Atlas mostra grandes disparidades de renda entre as UDHs de uma mesma região. Em Fortaleza, há bairros com renda per capta média mensal de R$ 4.958,00, enquanto em outros essa renda não chega a R$ 187,00. Em Manaus, por sua vez, a renda média da localidade mais abastada é aproximadamente 47 vezes maior que a da mais carente. Em 2010, na UDH chamada de Zona Rural Itacoatiara, a renda per capita média mensal é R$ 169,1. Na UDH Condomínio Residencial Houseville/Condominio Abrahan Pazzuelo/Condomínio dos Advogados, a renda per capita média mensal é R$ 7.893,75.

De acordo com a publicação, a esperança de vida ao nascer varia, em média, 12 anos dentro das regiões metropolitanas avaliadas. “Se consideradas todas as UDHs (mais de 9 mil) das 16 regiões analisadas, o melhor dado corresponde a 82 anos, enquanto o mais baixo é 67 anos. São 15 anos de diferença em termos de expectativa de vida ao nascer”, mostra o estudo. Em Fortaleza, 81 anos é o melhor dado, contra 67 anos do número mais baixo.

[SAIBAMAIS 2] Quanto à educação, o Atlas informa que nas UDHs com melhor desempenho entre todas as 16 regiões analisadas, o percentual de pessoas com mais de 18 anos com ensino fundamental completo varia de 91% a 96%. “Já nas UDHs com pior desempenho, a variação fica entre 21% e 37%, portanto quase três vezes menor”, aponta a pesquisa. No caso de Fortaleza, o percentual de pessoas com mais de 18 anos com ensino fundamental varia de 29% a 94%.

Território
A RM de Fortaleza é constituída por 15 municípios, com uma população de 3.615.767 habitantes (Censo 2010), densidade demográfica de  623.97 hab/km²
 e área de 5794.74 km².Municípios: Aquiraz, Cascavel, Caucaia, Chorozinho, Eusébio, Fortaleza, Guaiúba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Pacajus, Pacatuba, Pindoretama, São Gonçalo do Amarante, de acordo com a configuração territorial de 31 de dezembro de 2013.

Pesquisa
Além de 16 regiões metropolitanas, o Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras, pesquisou 9.825 unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs), conceito próximo ao de bairros, e concluiu que as desigualdades entre elas foram reduzidas entre 2000 e 2010, mas ainda são acentuadas.

O IDHM é um número que varia entre 0 e 1: quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano de um estado, município, de uma região metropolitana ou UDH. Para calcular o índice geral, três fatores são analisados: a expectativa de vida, a renda per capita e a educação.

O objetivo de pesquisar as UDHs é evidenciar as disparidades existentes entre elas, que antes eram omitidas pelas médias municipais. Segundo o estudo, a partir da análise dos dados é possível concluir que mesmo nas regiões metropolitanas mais carentes há bolsões com muito alto desenvolvimento humano e que, nas regiões com maior IDHM, também há várias UDHs com baixos níveis de renda e educação.

De acordo com Olinto Nogueira, coordenador de pesquisa da Fundação João Pinheiro, as UDHs são áreas com a maior homogeneidade socioeconômica possível, amplamente reconhecidas pela população e contíguas. “As maiores desigualdades estão dentro dos municípios e não entre municípios. Isso que levou a gente a fazer o zoom dentro dos municípios”, disse Nogueira.

Serviço

Acesse o Atlas completo no link.

Redação O POVO Online com informações da Agência Brasil
TAGS