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Fazer jornalístico em discussão no Espaço O POVO

O 120i - Encontro de ideias e jornalismo colocou várias plataformas da notícia em discussão ontem, no Espaço O POVO de Cultura e Arte

20:36 | 19/11/2014
As novas plataformas de comunicação, com cada vez mais pessoas tendo acesso a tablets e smarthphones, modificaram a maneira de transmitir informação. O jornalismo precisou se adaptar a essas transformações. Este foi o tema do debate Nosso diálogo com outras plataformas, que reuniu, na tarde de ontem, dezenas de pessoas no Espaço O POVO de Cultura e Arte para discutir o jornalismo nas várias interfaces. A conversa fez parte da segunda edição do 120i - Encontro de Ideias e Jornalismo, e foi levantada pelo repórter especial e editor de Tendências do O POVO, Émerson Maranhão, e pelo editor-executivo do Núcleo de Imagens, Gil Dicelli.
 
No encontro, Émerson Maranhão e Gil Dicelli apresentaram o Medium, um portal multimídia em que é possível fazer matérias jornalísticas com várias plataformas integradas: texto, imagem, vídeo, hotsites, entre outros. “O Medium agrega todas as plataformas disponíveis. Podemos unir desde reportagens, quadrinhos do Guabiras (ilustrador do O POVO) para crianças e, no jornal impresso, as histórias que costumamos contar”, defende Gil Dicelli. 
 
Guálter George, editor-executivo do Núcleo de Conjuntura do O POVO, compartilhou a experiência de acompanhar o pleito, com o tema Eleições 2014: os acertos da nossa cobertura. “A gente precisa priorizar o impresso, para que ele seja um órgão de análise”, define.
 
Henrique Araújo, editor-chefe de Cultura e Entretenimento, dividiu a experiência dos repórteres do núcleo que comanda, de encontrar narrativas nas ruas de Fortaleza. “Trata-se de como contar e narrar a cidade de Fortaleza a partir do jornalismo cultural. De você buscar, na cidade, boas histórias. Um vídeo se tornou viral na internet e trazia a história de reconciliação ente uma servente e um entregador, que, segundo conta o repórter (Paulo Renato Abreu), parou o trânsito e as redes sociais”, retrata ele, que trouxe como tema, no encontro,  Como contar a cidade a partir do jornalismo cultural.
 
Plínio Bortolotti, diretor institucional do Grupo de Comunicação O POVO, dividiu com o público Entrevista: discurso e edição, para tratar da forma como os jornalistas apresentam os discursos dos entrevistados. “O jornalista é um tradutor. Tem o papel de transformar a fala do incompreensível e levar para o compreensível, da linguagem oral para a escrita”, afirmou. Segundo ele, muitas das falas das fontes são tratadas pelos repórteres de forma extensa, sem edição.
 
Daniela Nogueira, ombudsman do O POVO, dividiu com a plateia o tema Os erros nossos de cada dia, que se tratava das falhas mais comuns vistas nas páginas do jornal. Erros de concordância, de grafia, de troca de letras, de falta de acentuação estão entre os mais frequentes.

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