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Agentes de saúde protestam em Fortaleza para reivindicar piso salarial

Os agentes de saúde estão em greve há 46 dias e afirmam estar recebendo R$ 727,16, valor bem inferior ao piso sancionado pela presidente Dilma, de R$ 1.014

11:17 | 23/10/2014

Atualizada às 15h05min

Em greve há 46 dias, os agentes de saúde e endemias de Fortaleza realizam uma manifestação na Praça do Ferreira, na manhã desta quinta-feira, 23. Organizados pelo Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias no Estado do Ceará (Sinasce), a categoria reivindica o piso salarial de R$ 1.014 e segue em direção à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no Centro.

Segundo o diretor do Sinasce, Carlos Pires, a categoria recebe R$727,16 e por isso iniciou a greve, mas até o momento, não teve o valor total repassado pela SMS. “Esse dinheiro vem diretamente do Ministério da Saúde, mas a prefeitura diz que não tem condição de fazer o repasse. É um absurdo e vamos continuar nos mobilizando por nossos direitos”, explica Carlos.

A concentração teve início às 10h30min e cerca de 300 pessoas participam, mas não houve bloqueio de trânsito, conforme a Autarquia de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC). O diretor do Sinasce informou que atualmente, existem cerca de 4.300 agentes de saúde na capital cearense, todos sem receber o piso.

Na próxima terça-feira, 28, o Sinasce terá uma reunião no Ministério Público Estadual e vai convocar gestores municipais para ouvirem a causa deles. O presidente do Sinasce, Luís Cláudio de Sousa, falou sobre a greve ao O POVO:

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A SMS informou ao O POVO Online que não haverá negociação enquanto os agentes permanecerem em greve.

Sanção
A presidente Dilma Rousseff sancionou no dia 18 de junho, com vetos, o novo piso salarial para agentes comunitários de saúde em todo o Brasil. O texto do Projeto de Lei (PL 7495/06) aprovado pela Câmara e Senado indica um piso para a categoria de R$ 1.014.

A proposta aprovada pelo legislativo faz parte da organização das carreiras e de incentivo da União para fortalecimento das áreas de atuação desses profissionais. O novo salário deve valer para os profissionais que cumpram a jornada mínima de 40 horas semanais.

Redação O POVO Online com informações da repórter Luana Severo
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