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Operação Via Livre começa neste sábado, 6

O projeto do Plano de Ações Imediatas de Transporte e Trânsito (Paitt) visa garantir maior fluidez viária nos corredores da Regional IV

17:51 | 05/09/2014

Após a implantação do binário nas avenidas Santos Dumont e Dom Luís, a Prefeitura de Fortaleza colocará em prática, a partir deste sábado, 6, um novo projeto do Plano de Ações Imediatas de Transporte e Trânsito (Paitt) que visa garantir maior fluidez viária nos corredores da Regional IV. A Operação Via Livre deve contar, em seu primeiro dia de funcionamento, com a presença de orientadores de trânsito distribuídos ao longo dos bairros Montese e Parangaba e no entorno da Arena Castelão.

 

Nesses locais, agentes da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) estarão a postos para facilitar o acesso dos religiosos ao evento em comemoração ao centenário da Assembleia de Deus no Ceará. Segundo o secretário executivo de Conservação e Serviços Públicos, Arcelino Lima, esses profissionais atuarão nos cruzamentos para agilizar o trânsito, auxiliando a travessia de pedestres e informando sobre a obrigatoriedade de respeitar a sinalização, além de aplicar o novo protocolo de atendimento a acidentes sem vítimas.

 

Os orientadores de trânsito não vão poder aplicar multa. "O poder de autuação, entretanto, continuará na competência exclusiva dos agentes de trânsito da AMC, que ficarão mais disponíveis para fiscalizar as irregularidades cometidas nas vias públicas", explica.

 

A partir de 7 horas, os trabalhos terão início nos cruzamentos da avenida Gomes de Matos com as ruas Desembargador Praxedes, Sátiro Dias e Romeu Martins. Nos arredores da praça esportiva, atuarão nas avenidas do Contorno e Alberto Craveiro. Equipes volantes ainda vão percorrer as avenidas Gomes de Matos e Alberto Magno. No período da tarde, o efetivo será intensificado nas proximidades do Terminal da Parangaba, mais precisamente no entroncamento da rua Germano Franck e avenida Dr. Silas Munguba, rua Germano Franck e rua Eduardo Perdigão e avenida Cônego de Castro.

 

No domingo, 7, data em que se comemora a Independência do Brasil, os orientadores serão deslocados para os arredores da avenida Beira-Mar. Eles permanecerão em postos fixos no cruzamento das avenidas Monsenhor Tabosa e Rui Barbosa e na avenida Abolição com as ruas José Vilar, Nunes Valente, Oswaldo Cruz, Frei Mansueto, Manoel Jacaré e José Napoleão. Três rotas ao longo das avenidas Monsenhor Tabosa e Abolição vão assegurar o controle de tráfego. Um total de 120 pessoas estão envolvidos em ambas operações do final de semana, entre orientadores de trânsito, motoristas e supervisores.

 

Agilidade no atendimento a acidentes sem vítimas

 

A Operação Via Livre também prevê mudança no protocolo de atendimento a acidentes sem vítimas. A orientação é retirar os veículos imediatamente do local, conforme manda a legislação. No entanto, se isso não for feito, a AMC deverá ser acionada através do 190. Uma equipe de orientadores de tráfego chegará ao local para fazer a marcação do posicionamento dos veículos com spray e pedirá aos condutores que os removam. Após a remoção, se os motoristas quiserem registrar um boletim de ocorrência, os agentes de fiscalização do órgão serão acionados. Se optarem em solicitar a perícia, o Detran será chamado ou, se a intenção for formalizar um acordo, aciona-se o juizado móvel.

 

De acordo com o novo protocolo, os motoristas que insistirem em não retirar os seus veículos depois da marcação estarão sujeitos à autuação. Segundo o Art. 178 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é infração média o condutor, envolvido em acidente sem vítima, deixar de adotar providências para remover o veículo do local, quando necessária tal medida para assegurar a segurança e a fluidez do trânsito. O descumprimento equivale à multa no valor de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira.

 

Os orientadores poderão induzir o fluxo de veículos com mais agilidade, auxiliar a travessia de pedestres e pessoas com mobilidade reduzida, além de aplicar protocoolo de atendimento após uma colisão sem vítimas.

 

A operação em fase piloto vai custar R$ 1 milhão por mês. O contrato com o consórcio pode ser estendido por até cinco anos, caso os resultados sejam considerados satisfatórios. 

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