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Programa para crianças com diabetes será trazido a duas escolas em Fortaleza

Uma escola particular e uma pública, ainda a serem definidas, receberão equipes para instruir alunos, pais e professores. Até o fim do ano, o projeto-piloto passa por São Paulo e pelo Ceará atingindo cerca de 15 mil alunos.

21:06 | 05/08/2014
No ambiente escolar, crianças e adolescentes com diabetes podem enfrentar preconceitos de colegas, ser excluídos de atividades por falta de acompanhamento ou até ser rejeitados no ato da matrícula. Com restrições alimentares e necessidades de aplicação de insulina ou medição de glicose capilar, eles exigem atenção especial. É para trazer esta conscientização à escola que o programa Kids and Diabetes in School (Crianças e Diabetes na Escola) faz projeto-piloto no Brasil e na Índia. Além de 15 escolas em São Paulo, a iniciativa deve chegar a duas escolas de Fortaleza até o fim deste ano.

As escolas de Fortaleza ainda serão definidas, assim como as datas da vinda da equipe do projeto. Quem ajuda na seleção é Adélia Holanda, assistente social do Instituto Renan Montenegro de Apoio e Orientação à Criança. Em abril, ela ouviu falar do projeto em um congresso na cidade de Foz do Iguaçu. E demonstrou interesse em trazer para cá o programa. Mãe de João Luís, 7, ela conta da preocupação dos pais em deixar o filho na escola. “Todos os anos, me reúno com professores, ajudantes e coordenação da escola do João. Eu mesma dou as instruções sobre as necessidades dele. Tive sorte em ter uma boa recepção, mas não é assim em todos os colégios”, comenta. Segundo Adélia, a ideia é escolher uma escola pública e uma particular.

O projeto é tocado em uma parceria da empresa Sanofi, da ADJ Diabetes Brasil e da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Conta com apoio institucional do Ministério da Saúde. A ideia é entrar nas escolas com informação sobre diabetes tipo 1 (insulino dependente), mais prevalente em crianças e jovens. A estratégia é também prevenir o aumento do tipo 2 (não insulino dependente) em crianças. Com palestras, jogos e material interativo, o programa leva informações aos alunos, pais e profissionais da escola. As orientações vão desde a identificação de quadros para hipo ou hiperglicemia até as mudanças que devem ocorrer na alimentação e qualidade de vida dentro das instituições.

Stella Sadocco Paes ainda tinha um ano de idade quando diagnosticada com diabetes tipo 1. Hoje, aos 17 anos, relembra dificuldades no ambiente escolar: “Os colegas diziam que iam pegar a doença se eu tossia perto deles”. Levar informação é a estratégia para combater preconceitos e exclusões. A mãe dela, Lisandra Paes, também é uma entusiasta do projeto. É coordenadora pedagógica da escola municipal Derville Alegretti, na zona norte de São Paulo. Uma das primeiras a receber as visitas do programa, que tem duração de um dia em cada instituição. “No dia seguinte, um professor já soube identificar um garoto com hipoglicemia e que não contava a ninguém que é diabético”, comemora Lisandra.

Serviço
As escolas em todo o Brasil podem baixar o material didático do programa, que estará disponível no site a partir de novembro em oito idiomas.

Thaís Brito

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