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Fortaleza está em 66° lugar em saneamento básico, aponta Trata Brasil

Levantamento com as 100 maiores cidades do Brasil revela que a capital cearense alcançou 89,14% em atendimento total de água, ficando atrás de Caucaia, que ficou em 63° lugar em saneamento

12:07 | 27/08/2014
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A capital cearense está em 66º lugar entre as cidades avaliadas em saneamento básico pelo Instituto Trata Brasil, aponta o ranking publicado nesta quarta-feira, 27. Na pesquisa, realizada entre as 100 maiores cidades do Brasil, Fortaleza está na

posição 66°, atrás do município de Caucaia, que ficou em 63° lugar. Situação das cidades está baseada no Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS 2012).

Com a população estimada em 2.500.194 (dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Fortaleza recebeu a nota 1,24 (máx. 2,5) em atendimento total de esgoto e 1, 25 (max.2,5) em esgoto tratado por água consumida. No caso de atendimento total de água, a nota da capital cearense foi de 0,89 (máx. 1), referente a 89,14 %.

Em primeiro lugar, está a cidade de Franca, em São Paulo, com 100% de atendimento total de água e esgoto. A pesquisa ainda revela um investimento de 153,82 milhões por ano no saneamento de Fortaleza, número superior ao investimento da melhor cidade avaliada, que teve R$ 31,86 milhões investidos por ano.

Caucaia, por sua vez, conquistou 69,28% em atendimento total de água e 29,06% em atendimento total se esgoto. O investimento de Caucaia foi de R$ 18,10 milhões por anos. A pior avaliação ficou com Porto Velho, em Roraima, com 32,89% em atendimento total de água e 2,21% em atendimento total de esgoto.

Segundo Josineto Araújo, diretor de operações da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), responsável pelo abastecimento no Estado, o órgão reconhece a importância da pesquisa, mas "seria equivocado comparar Fortaleza com outras capitais com a população inferior ou superior, pois isso modifica o contexto de saneamento básico de cada local".

O diretor diz que investimentos estão sendo feitos, tanto no âmbito estadual como nacional para a universalização do saneamento básico. Araújo afirma que existe uma estimativa nacional para que até 2033, o Brasil já conte com saneamento básico em todo o território nacional, "mas a Cagece quer antecipar esta ação em 10 anos, ou seja, até 2023".  

Dados Fortaleza <br> Indicador de atendimento total de água (%): 89, 14
Nota atendimento total de água (%): 0,89
Indicador de atendimento total de esgoto (máx 2,5): 49,43 55
Nota atendimeto de esgoto (max 2,25): 1,24
Indicador de esgoto tratado por agua consumida % 47,85
Nota esgoto tratado por agua consumida (max 2,5): 1,25
Arrecadação (milhões R$ por ano): 484,22
Indicador de Investimento/ arrecadação (%): 0,32
Nota investimento/receita (máx 1): 0,49
Novas ligações água: -102,387
Ligações faltantes para univsersalização: 24.927
Indicador novas ligações de água/ligações faltantes (%):-4,11
Nota novas ligações água/ligações faltantes (máx 0,5):0
Novas ligações esgoto:-205,337
Ligações faltantes para universalização:111. 209
Indicador novas ligações de esgoto/ligações faltantes (%): 0
Nota novas ligações esgoto/ligações faltantes (máx 1): 0
Indicador perdas totais (%):37,61
Nota perdas totais (máx.1): 0,40
Perdas 2011 (%): 38,55
Perdas 2012 (%): 37,61
Indicador evolução nas perdas: -0,02
Nota evolução nas perdas (máx 0,5): 0,12
Nota total (máx 10): 4,39
Tarifa média (R$/m³): 2,20
Perdas na distribuição: 43, 76

Avaliação
Segundo o Trata Brasil, os dados são dos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) - ano base 2012 - consultados para os 100 maiores municípios brasileiros em termos de habitantes, mesma metodologia do ranking publicado ano passado.

O estudo, na avaliação do instituto, revela que os avanços nos serviços de água e esgotos, assim como na redução das perdas de água nas 100 maiores cidades, continuam lentos e que, a se manterem os mesmos níveis de avanços encontrados de 2008 a 2012, “não ocorrerá a tão sonhada universalização dos serviços em 20 anos”.
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Média
A média de atendimento da população com água tratada nos 100 maiores municípios foi de 92,2%, superior à média brasileira em 2012, que foi de 82,70%. Os 100 municípios tratam um pouco mais de esgotos do que a média do Brasil em 2012 (41,32% contra 38,70%).

Serviço
Acesse o ranking completo no link.

Redação O POVO Online

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