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Ex-alunos denunciam a Faculdade Católica do Ceará por atraso da entrega do diploma

Formados reclamam do atraso da entrega do diploma que, em alguns casos, já passa de um ano de espera. Segundo os jovens, a Faculdade diz está regularizada e que o impedimento está na Universidade Federal do Ceará (UFC)

15:08 | 06/08/2014

Desde dezembro de 2013, a Faculdade Católica do Ceará (FCC) não abre mais turmas para formação de profissionais. A instituição passou os seis primeiros meses deste ano solucionando as pendências dos alunos. O maior problema entre estas pendências é a entrega dos diplomas para os alunos já formados. Ex-estudantes afirmam que quando entram em contato com a FCC, a instituição diz que toda a documentação foi entregue para a Universidade Federal do Ceará (UFC) para validação e aprovação do certificado.

 Há cinco meses Érika Marques, que se formou em educação física, aguarda o seu diploma. Ela foi informada pela faculdade que o seu documento estaria disponível em seis meses após formada. A jovem retornou ao local na data combinada e não conseguiu levar o certificado.

 Segundo Érika, o discurso é o mesmo há meses. “A faculdade diz que já mandou todos os documentos necessários para a certificação dos diplomas para a UFC, mas que a Universidade está impedindo a liberação”.

 Karina Savia, também da turma de Érika, visitou a UFC no dia 30 de julho, e não conseguiu nenhuma informação sobre o caso. Karina se preocupa porque a faculdade já não atua mais no mercado e isso pode prejudicar ainda mais o recebimento do diploma. “A faculdade vai fechar, e aí? Já fui ao Procon e Decon e nada foi resolvido”.

 A ex-aluna diz que alguns alunos deveriam ter recebido o diploma hoje, 30, mas eles não obtiveram êxito. “A Católica alegou que uma parte dos alunos com pendência ia receber no dia 30 de julho, mas ninguém recebeu. Muita gente corre o risco de perder o emprego por não ter o diploma”.

 Emanuela Souza se formou no final de 2012 em design de moda e até hoje luta para receber o seu certificado. Ela diz que já se prejudicou pela ausência de um certificado que comprove sua formação. “Eu deixei de fazer outra graduação, pois queria entrar como graduada, por conta da falta de diploma”.

 Em nota, a UFC informou que “a documentação do recredenciamento da Faculdade Católica do Ceará (Marista) se encontra regularizada. No entanto, há pendência em relação ao curso de Educação Física (licenciatura), que não dispõe de portaria de renovação de reconhecimento atualizada emitida pelo Ministério da Educação”.

 Segundo a Universidade, “pendência em qualquer um de seus cursos inviabiliza o credenciamento da Instituição de Ensino Superior privada e, consequentemente, o registro dos diplomas por ela emitidos”.

 O Professor Raimundo Torres, diretor da FCC, ressalta que a UFC ainda não informou a faculdade sobre estas pendências relacionadas ao Ministério da Educação. O diretor diz que a faculdade vai checar estas informações e só haverá algum prazo para entregar os diplomas após ter conhecimento oficial do comunicado da UFC.

 Desde o dia 31 de julho, O POVO Online entra em contato com o Ministério da Educação (MEC), em Brasília. Apenas nesta terça-feira, 5, a Secretaria de Regulação do órgão informou que não se pronunciará sobre o caso. O MEC alega que, para se pronunciar, teria de receber um ofício impresso formalizando o pedido de resposta.

 A lista completa de instituições credenciadas está disponível no site da Prograd.

 Movimento no whatsapp

 Foi criado um grupo no whatsapp com estudantes dos cursos de moda, educação física, publicidade e propaganda para acompanhar o processo da entrega dos diplomas.

 São ex-alunos de épocas diferentes de formatura que interagem e buscam solucionar o caso. Eles procuraram até um advogado para defendê-los.

 A ex-estudante da FCC Érika Marques afirma que desistiu da idéia de contratar um advogado, pois o recebimento de um diploma é direito de todos os alunos, sejam de faculdades ou universidades, públicas ou privadas. “É um direito nosso. Pagamos uma faculdade para recebermos um certificado que possa permitir o nosso livre trabalho do mercado de trabalho”, esclarece Érika.

Redação O POVO Online

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