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Acusados de clonar cartões no Ceará são condenados

Ação tinha início quando os funcionários dos Correios desviavam os cartões. Depois, o material era repassado ao restante da quadrilha mediamente pagamento. Além de servidores do ECT, um policial civil estava envolvido

11:34 | 19/08/2014

A 12ª Vara Federal condenou 17 pessoas acusadas de desviar e vender mais de 1 mil cartões de crédito e débito que eram extraviados de correspondências enviadas aos Correios. Esquema denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) tinha participação de servidores da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) e de um policial civil, gerando prejuízo superior a R$ 2 milhões, conforme divulgado nesta terça-feira, 19.

Os 17 condenados foram capturados pela operação Olho de Boi, da Polícia Federal, e cumprirão penas pelos crimes de estelionato, peculato ou falsificação de documentos públicos. De acordo com a denúncia, a fraude deles provocou prejuízo financeiro de R$ 2.139.687,46 aos clientes titulares dos cartões de crédito desviados; à Caixa Econômica Federal, que tem de ressarcir aos clientes lesados; a outros bancos comerciais; e à ECT, responsável pela entrega dos cartões aos clientes e de onde partiu parte da fraude.

Segundo Edmac, o grupo utilizava documentos falsos confeccionados por outro denunciado. “Por último, eram adquiridas mercadorias no comércio local utilizando-se desses cartões desviados, para posterior revenda por preço mais baixo do que o usual", explicou o procurador. A ação tinha início quando os funcionários dos Correios desviavam os cartões. Depois, o material era repassado ao restante da quadrilha mediamente pagamento.

Novas ações
Além da ação recém-julgada, o MPF entrou com duas novas denúncias contra cartãozeiros, totalizando 27 novos réus. As ações penais, assinadas pelos procuradores da República Edmac Trigueiro e Luiz Carlos Oliveira Júnior, tramitam na Justiça Federal e são resultado das operações Príncipe Imperial e Malibu, ambas deflagradas pela Polícia Federal.

Entre os réus, estão comerciantes e estelionatários reincidentes que atuavam no Ceará, Rondônia, Maranhão, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Roraima, segundo apontaram documentos apreendidos durante as operações Malibu e Príncipe Imperial.

Segundo o MPF, os grupos são especializados na clonagem de cartões de crédito e débito por meio da ferramenta "chupa-cabras", ou na apropriação de cartões bancários de terceiros pelos Correios. Os acusados usavam os cartões clonados ou desviados para fazer compras em estabelecimentos comerciais e em saques feitos em terminais e convênios lotéricos. 

 Processos para consulta na Justiça Federal <br>Operação Olho de Boi: ação recém-julgada nº 0000390-55.2011.4.05.8100
Operação Malibu: ação recém-ajuizada nº 0002787-82.2014.4.05.8100
Operação Príncipe Imperial: ação ajuizada nº 0006909-75.2013.4.05.8100

 

Redação O POVO Online com informações do MPF

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