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Justiça nega liberdade provisória a mexicanos acusados de espancar brasileiros

Defesa apresentou pedido de relaxamento da prisão por estrangeiros não agredirem ordem pública. Juíz diz que mexicanos poderiam fugir

19:53 | 03/07/2014
O juiz Antonio José de Norões Ramos, da 2ª Vara Criminal do Fórum Clóvis Beviláqua, negou, nesta quinta-feira , 3, o pedido de liberdade provisória aos quatro mexicanos indiciados por lesão corporal grave a um brasileiro, após o jogo entre México e Holanda. A vítima afirma que os estrangeiros assediaram sua mulher e depois agrediram ele e seu irmão. Defesa nega assédio e agressão.

Segundo o Tribunal de Justiça, a defesa dos acusados apresentou pedido de relaxamento de prisão ou liberdade provisória, alegando ser visível a ausência de elementos que autorizem a manutenção da prisão, pois a liberdade deles não agride a ordem pública. Ainda de acordo com a defesa, a prisão dos mexicanos “tem caráter de exemplaridade e de satisfação à sociedade”.

[SAIBAMAIS 2] No entanto, o juiz constatou que “pelos depoimentos de testemunhas e vítimas, que efetivamente os indiciados demonstraram intenção de não se verem responsabilizados pela Justiça Brasileira”. Para o magistrado, “caso tivessem conseguido se desvencilhar da detenção, os indiciados, pela condição de estrangeiro sem vínculos com o Brasil, por questão de horas poderiam ter deixado o território nacional”.

Sérgio Israel Eguren Cornejo, Mateo Codinas Velten, Rafael Miguel Medina Pederzini e Angel Rimak Eguren Cornejo foram transferidos para o Instituto Penal Francisco Hélio Viana de Araújo, Pacatuba, 32 km de Fortaleza, na última quinta-feira, 2.

Caso

As vítimas, dois irmãos que pediram para não ser identificados, dizem que os turistas assediaram a esposa de um deles. Após o assédio, o marido da mulher teria discutido com os mexicanos, que o agrediram. O irmão dele tentou impedir, mas também foi espancado.

A defesa dos estrangeiros diz que eles estavam no táxi a caminho do aeroporto e que a esposa do advogado teria sido tocada por outro homem. “A vítima achou que tinha sido um dos acusados, porque o táxi estava parado, e o agrediu. Depois de levar um soco ele (mexicano) desceu do carro”, alega o advogado Henrique Garcia.

Redação O POVO Online

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