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Governo apreende 1.375 celulares em presídios do Ceará em seis meses

Nos seis primeiros meses de 2014, foram apreendidos 1.375 celulares. Entre 19 de junho e 17 de julho deste ano, 13 smartphones foram capturados

16:52 | 23/07/2014

Em menos de um mês, 13 smartphones com acesso a internet em unidades prisionais foram apreendidos pela Secretária de Justiça e Cidadania do Ceará (Sejus-CE). Os aparelhos eram utilizados pelos detentos para realizar postagens em redes sociais e navegar em outros sites. Desde 19 de junho, o Órgão, tem intensificado as vistorias nos presídios do estado por meio da Operação Facebook.

 O uso de aparelhos celulares por detentos em unidades prisionais não é uma prática nova. O objetivo nem sempre é só acessar a internet, mas também aplicar golpes na população. Uma pesquisa realizada pela Sejus-CE informa que, em 2013, foram apreendidos 4.295 telefones celulares nos presídios cearenses. De janeiro a junho deste ano, houveram 1.375 apreensões.

 A secretaria acredita que a solução para este problema está no uso de equipamentos que bloqueiam o sinal das operadoras de telefone móvel dentro dos presídios. O Órgão comenta que algumas unidades prisionais do Ceará já testam o equipamento, mas o alcance dos bloqueadores tem atingido bairros vizinhos, prejudicando a população, pois ultrapassam os muros das unidades prisionais.

 Punição

 A Operação Facebook ainda é o meio mais eficaz para evitar o uso de celulares com internet nas prisões. Quando é confirmada a identificação de um detento em com um celular, o Grupo de Apoio Penitenciário (GAP) promove a revista pontual na cela e o preso é encaminhado para o isolamento, onde poderá receber uma sanção disciplinar que proíbe temporariamente a visitação de familiares.

 Além disso, a ocorrência fica registrada em sua certidão carcerária. Isso poderá impedir a concessão de benefícios, como progressão de regime ou trabalho externo.

 Segurança

 Para aumentar a segurança nos presídios, o Governo do Ceará tem feito novos investimentos. Foram 90 milhões em construção de novas vagas, aquisição de tecnologia, como câmeras de vídeo, raquetes, raio x e bodyscanner (ferramenta similar ao raio x, mas possui maiores dimensões e informações do que é registrado).
Foi investido também na contratação de agentes penitenciários e formalização do GAP, que serve como suporte à segurança.

Redação O POVO Online

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