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Fortaleza tem picos de rajada de vento de 48km/h nesta quinta

A média da velocidade na Capital passa dos 16km/h. O pico da rajada de vento pode chegar a 50 km/h

17:22 | 24/07/2014

 A quadra chuvosa passou e, após esperar pelas chuvas, os cearenses agora celebram a chegada da temporada de ventos mais intensos. Desde junho, a famosa brisa vai ganhando força até chegar o mês mais ventilado, setembro, onde a média de velocidade na Capital passa dos 16Km/h e as rajadas podem chegar aos 50Km/h. A causa, segundo a Fundação Cearense de Meteorologista e Recursos Hídricos (Funceme), é um deslocamento do Sistema de Alta Pressão Atmosférica do Atlântico Sul, típico dessa época do ano.

 

 

Nesta quinta, 24, a rajada de vento chegou a 48 km/h, segundo a meteorologista da Funceme, Daysen Moraes. “É comum em julho, mas o pico dos ventos é setembro e outubro”, informa.

 

A meteorologista explica que os ventos são causados pelo sistema das ondas de leste. “São nuvens de chuva que vem do leste e do nordeste. No pico, o sistema se intensifica e as nuvens se propagam até a Capital”, explica Moraes.

 

Segundo os meteorologistas, desde junho, esse sistema, que se posicionava abaixo do trópico de capricórnio, vem se movendo no sentido norte e fica sobre o oceano, próximo à costa do Nordeste brasileiro. Dessa forma, é intensificada a velocidade dos ventos, que sopram na direção Sudeste-Noroeste.

 

Na prática, os ventos mais intensos são refletidos num maior conforto térmico, aliviando um pouco o conhecido calor cearense. O tempo também fica mais agradável porque estamos no inverno do Hemisfério Sul e as temperaturas máximas, que podiam passar dos 32°C em maio e junho, ficam na casa do 29°C ou 30°C em julho.

 

Segundo a Funceme, para quem pratica esportes náuticos à vela, essa época é a melhor do ano no Ceará, que vira um dos destinos mais procurados por windsurfistas e kitesurfistas. Entretanto, para outros grupos, os ventos fortes representam um risco. Os pescadores de Fortaleza, por exemplo, ficam mais cautelosos por ter mais dificuldades de retornar do mar, pois além de mais intensos, os ventos sopram da costa para o oceano. Também é uma época onde aumenta o risco de quedas de árvores e destelhamentos por conta das fortes rajadas.

 

Redação O POVO Online 

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