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Caso de febre chikungunya é confirmado no Ceará

Febre chikungunya é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue e tem sintomas semelhantes. Paciente confirmado viajou para a República Dominicana e foi para Brejo Santo, onde apresentou indícios da doença

15:05 | 17/07/2014
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Atualizada às 16h13min

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) divulgou nota técnica, nesta quinta-feira, 17, confirmando a ocorrência de caso importado de febre chikungunya no Ceará, no município de Brejo Santo, no início deste mês. O paciente do sexo masculino, 25 anos, viajou em junho para a República Dominicana, conforme a Sesa. Ele se se recuperou e, na quarta-feira, 16, retornou ao Recife, onde mora.

Ele retornou ao Brasil no dia 1° de julho, indo direto de ônibus para Brejo Santos, onde visitaria a família. Os sintomas apareceram no dia seguinte, semelhantes ao da dengue. Em 3 de junho, o médico do paciente suspeitou de chikungunya e determinou o isolamento por dez dias, para evitar a transmissão autóctone.

A Secretaria Municipal de Saúde e a Sesa informam que realizaram todos os procedimentos de investigação epidemiológica e controle vetorial para evitar a disseminação.

Doença <br>A febre chikungunya é uma doença causada pelo vírus CHIKV, transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti, o mesmo da dengue, e Aedes albopicus. A virose tem sintomas semelhantes aos da dengue – com dores mais fortes nas articulações e menos riscos de complicações.

A maioria dos pacientes melhora depois de sete a dez dias. A doença tem transmissão autóctone na África, Ásia e, a partir do final de 2013, em países do Caribe, como a República Dominicana, e, ainda, Haiti, Guiana, Guiana Francesa e Porto Rico. No Brasil, haviam sido registrados 20 casos, até o dia 10 de julho, conforme publicado pelo O POVO.

Segundo o infectologista Ivo Castelo Branco, coordenador do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Ceará (UFC), uma das diferenças em relação à dengue é que dificilmente a doença evolui para complicações sérias ou quadros hemorrágicos. No entanto, existem casos em que as dores permanecem por meses.

 

Redação O POVO Online

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