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Número de inscritos no Ceará para o Enem aumentou 15,27% em relação a 2013

21:20 | 18/06/2014

O número de candidatos inscritos no Ceará para o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de 2014 aumentou 15,27% em relação ao ano passado. Foram 570.967 pessoas que se inscreveram para realizar a prova em novembro próximo. Com isso, o Estado ficou no quinto lugar do País em número de pessoas que irão realizar o exame, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.

O balanço foi divulgado na segunda-feira, 16, pelo ministro da Educação, Henrique Paim, e pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares. Em todo o Brasil, o número de inscritos no Enem foi de 8.721.946, o que significa um crescimento de 21,6% em relação ao ano passado. A marca é superior às expectativas do governo, que era entre 8 milhões e 8,2 milhões de inscrições.

O aumento de pessoas que vão realizar o Enem no Ceará pode ter duas explicações, segundo Miguel Franklin, coordenador do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) na Universidade Federal do Ceará (UFC). A primeira delas é a participação da Universidade Estadual do Ceará (Uece) no sistema de seleção. Até o meio deste ano, a instituição utilizava o sistema de vestibular para selecionar os candidados. A partir da edição deste ano, o Enem será a forma que os estudantes terão de ingressar na universidade estadual. “Essa crescente adesão das instituições ao Sisu estimula muito os estudantes e eles acabam procurando mais”, pontua Miguel.

Outro ponto abordado pelo coordenador do Sisu da UFC são os trabalhos realizados nos colégios estaduais para estimular os alunos a buscar cursos superiores em universidades públicas. “Até pouco tempo atrás havia uma elitização muito grandes nessas universidades. Com trabalhos e o maior estímulo dado, eles se interessam mais. Ano passado, 98% dos concludentes do ensino médio das escolas estaduais se inscreveram no Enem. Isso é um número muito bom”, lembra Miguel.


Cotas
Pela lei 12.711, as instituições federais de educação superior vinculadas ao Ministério da Educação têm de reservar no mínimo 50% de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Dentro desses 50%, as vagas devem ser destinadas a estudantes com renda familiar inferior a 1,5 salário mínimo, pretos, pardos e indígenas. Para essa edição do Enem, houve um aumento de 57,91% de candidatos que se declararam negros. Para Miguel, esse número não precisa, necessariamente, significar que eles vão concorrer às cotas.

Camila Holanda

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