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Ibama investiga empresas suspeitas de pesca ilegal de lagosta

Cargas do crustáceo estão nos estabelecimentos, que assinaram termos de depositários fieis, até finalização da investigação. Quase 8 mil kg teriam sido comercializados em Acaraú e Fortaleza

13:54 | 10/06/2014
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Duas empresas de Fortaleza e Acaraú são acusadas de pesca ilegal de lagosta, que está no período de defeso. A investigação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) teve início na última semana e aponta que quase 8 mil kg do crustáceo teriam sido comercializados às beneficiadoras de forma clandestina.

Segundo o coordenador de fiscalização do Ibama, Miler Holanda, as cargas de lagostas estão nas próprias empresas, que assinaram contrato de depositárias fieis com o órgão, enquanto as notas fiscais de compra da lagosta são investigadas. “As empresas afirmam que compraram a lagosta, mas acreditamos que foram pescadas ilegalmente. Enquanto não é confirmado, a carga está com elas”, completa.

O primeiro cerco ocorreu na última quinta-feira, 5, em Acaraú, a 255,1 km de Fortaleza. O Ibama encontrou cerca de 4.128 kg de lagosta. A empresa afirma que a lagosta foi trazida do Piaúi por outra empresa, com sede em Luís Corrêa. Na segunda ação, foram encontradas quase 4.000 kg em estabelecimento de Fortaleza, nesta segunda-feira, 9.

[SAIBAMAIS 2] As notas fiscais de compra das lagostas, fornecidas pelas suspeitas, estão sendo verificadas pelo instituto. Caso seja constatada a pesca ilegal, a multa para quem vendeu a carga varia de R$ 700 a R$ 100 mil (mais R$20,00 por kg apreendido), conforme Miller. No caso das empresas que compram o animal, a multa é estabelecida pela defesa apresentada (se o estabelecimento sabia que a carga era ilegal, etc).

O POVO Online optou por não divulgar os nomes das empresas envolvidas até que a investigação seja concluída. De acordo com o Ibama, se for comprovada a irregularidade, a carga de crustáceos será apreendida e doada para creches e hospitais.

Defeso
O chamado período de defeso da lagosta teve início no dia 1° de dezembro de 2013 e segue até o dia 31 de maio de 2013. O chefe de fiscalização e proteção ambiental do Ibama explica que o período tem por objetivo garantir a reprodução da lagosta.

Durante essa época, é proibida a pesca, assim como o transporte, a estocagem, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização de qualquer volume de lagostas vermelha e cabo verde que não seja de estoque declarado.

Redação O POVO Online

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