PUBLICIDADE
Notícias

Ex-coordenadora da Secretaria da Justiça é presa por envolvimento em rede de exploração sexual

Oito locais foram vistoriados em Fortaleza. Há indícios de tráfico humano. Nove envolvidos foram presos e um está foragido

09:00 | 05/06/2014

Atualizada às 13h15min

A Operação Dignitatem, do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), prendeu uma ex-funcionária da Secretaria da Justiça do Estado (Sejus) acusada de envolvimento numa rede de exploração sexual existente em Fortaleza. Ao todo, nove pessoas foram presas, e outra está foragida. Um total de oito casas de prostituição no Centro da Cidade e no bairro Engenheiro Luciano Cavalcante foram vistoriadas. Nenhuma foi fechada. De acordo com o MPCE, as investigações da rede criminosa apontam para graves indícios de tráfico interno de seres humanos.

 Foram realizados três meses de investigações, a partir de denúncias feitas desde 2012 pela Câmara Municipal de Fortaleza, através do serviço Disk-100 do Governo Federal, que culminou na identificação de uma rede criminosa especializada em exploração sexual.

  Na manhã desta quinta-feira, 5, o MPCE relatou os detalhes das prisões, efetuadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do MPCE (Gaeco), com a Divisão de Homicídios da Polícia Civil e a Coordenadoria de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Coin).

 A operação resultou em dez mandados de prisão temporária para gerentes e proprietários de casas de prostituição localizadas na Capital. As prisões ocorreram nesta quarta-feira, 4.

 O Gaeco também apreendeu cartões de créditos, anotações de contabilidades e computadores de circuitos inteiros de filmagem, que terão seus vídeos analisados para comprovar se havia exploração de crianças e adolescentes nas casas e identificar os clientes.

  Uma das acusadas de participação na rede é Eline Maria Marques Dantas, ex coordenadora de Cidadania da Secretaria da Justiça do Estado, onde efetuava um trabalho de combate ao tráfico de pessoas e à exploração infantil. A investigação descobriu que Eline informava aos proprietários dos estabelecimentos dados sobre as fiscalizações policiais, cobrando cerca de R$ 400 por semana de cada casa.

 

 

Redação O POVO Online
com informações da repórter Sara Oliveira 

TAGS