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Diretora de ONG repassava informações para casas de exploração sexual

Eline Maria Marques Dantas, já foi titular da Coordenadoria de Cidadania da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus). Ela é acusada de receber dinheiro dos proprietários para avisar sobre blitze e ações preventivas

21:18 | 05/06/2014

O fechamento das oito casas de prostituição investigadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) na operação Dignitatem, que resultou na prisão de nove pessoas na última quarta-feira, ainda aguarda decisão judicial para ocorrer. De acordo com o MPE, há fortes indícios da exploração de crianças e adolescentes e comprovação de pelo menos outros quatro crimes.

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Uma das pessoas presas, Eline Maria Marques Dantas, já foi titular da Coordenadoria de Cidadania da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus). Ela é acusada de receber dinheiro dos proprietários para avisar sobre blitze e ações preventivas. Eline já trabalhou no Escritório de Enfrentamento e Prevenção ao Tráfico de Seres Humanos da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) e atuava nas Organizações Não Governamentais (ONGs) Flor de Retalho e Guardiões do Futuro, ambas de atuação contra tráfico e exploração de crianças e adolescentes. Ela também tinha participação em ações junto ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Civil.

Foram três meses de investigações, despertadas por denúncias recebidas por órgãos de defesa dos direitos humanos e pela realização da Copa do Mundo no País, que poderá incentivar o turismo sexual. Os estabelecimentos localizam-se em bairros como Joaquim Távora, Centro, Benfica, Presidente Kennedy, Dionísio Torres, Aldeota e Luciano Cavalcante. Entre os presos estão seis proprietários das casas, duas gerentes e a ex-funcionária da Sejus. Uma mulher continua foragida.
Os crimes investigados são os de exploração sexual de criança e adolescentes; favorecimento à prostituição; manter casa de prostituição; rufianismo (tirar proveito da prostituição) e tráfico interno de pessoas para fins de exploração.
Segundo as investigações, Eline recebia R$ 400 por semana de cada proprietário para repassar os dados. Em uma das ligações interceptadas pela Polícia, comprovou-se que Eline pedia a um dos proprietários que pagasse o conserto de um carro, no valor de R$ 600. “Ela não recebia dinheiro de uma das casas e pedia que os trabalhos de fiscalizações da Promotoria da Infância fossem realizadas nesse local”, complementou o promotor.

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