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66 pessoas são presas e veículos incendiados em protesto no Pecém

"Não apoiamos nenhum movimento que possa trazer prejuízos financeiros ou danos pessoais durante nossas mobilizações", diz trecho de nota do Sintepav

17:15 | 26/06/2014
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A manifestação realizada por trabalhadores da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), em São Gonçalo do Amarante, terminou com 66 pessoas presas, três veículos incendiados e mais de dez carros depredados, na manhã desta quinta-feira, 26. Os presos foram encaminhados à Delegacia Municipal de São Gonçalo do Amarante. As informações foram divulgadas pela Polícia Militar (PM).

Através de nota enviada ao O POVO Online, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado do Ceará (Sintepav-CE) condenou os atos de vandalismo. "Não apoiamos nenhum movimento que possa trazer prejuízos financeiros ou danos pessoais durante nossas mobilizações", diz trecho do comunicado.

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Além disso, o Sintepav afirmou que pessoas estão se infiltrando nas manifestações e praticando os atos de vandalismo. "Tais atos estão sendo praticados por pessoas infiltradas no movimento, das quais não temos conhecimento de procedência", argumenta em nota.

Em outro trecho, o Sindicato diz que o objetivo é realizar protestos pacíficos e lamenta os incidentes.

A Posco Engenharia & Construção do Brasil, responsável pela execução das obras da CSP, enviou uma nota ao O POVO Online se posicionando sobre os atos de vandalismo registrados durante o protesto. De acordo com a empresa, a greve é abusiva e ilegal por não cumprir nenhum dos requisitos da Lei de Greve.

"Com isso, a Posco E&C do Brasil ajuizou no Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região uma ação declaratória de abusividade de greve, na qual foi concedida liminar determinando ao Sintepav que se abstenha de praticar atos danosos ao patrimônio da empresa; que não impeça o acesso de pessoas e veículos ao canteiro de obras; que não realize manifestações a 1,5km de distância da portaria principal do canteiro de obras; e que garanta mão de obra suficiente para manter a continuidade das atividades inadiáveis da obra".

Redação O POVO Online

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