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Servidores da UFC seguem acampados na Reitoria

15:09 | 20/05/2014

Os servidores técnico-administrativos seguem acampados na Reitoria da Universidade Federal do Ceará em protesto de sinalização de greve. Porém, a Justiça acatou o pedido do órgão e concedeu liminar determinando a imediata reintegração de posse da Reitoria. Na última segunda-feira, 19, o grupo fechou os acessos ao local com cadeados em uma ação para sensibilizar o Governo Federal.

Segundo o servidor técnico-administrativo e membro do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais do Estado do Ceará (Sintufce), José Maria, a posição da Reitoria de entrar na Justiça fere os princípios de democracia da Universidade. "Estamos acampados há 33 dias. Faz 13 anos que nós sempre realizamos protestos de sinalização de greve no espaço, e nenhum reitor tinha mandado desocupar o lugar", conta José Maria.

De acordo a UFC, a ação realizada pelo grupo de manifestantes na última segunda-feira, 19, impediu o andamento de procedimentos administrativos, impossibilitando a realização de empenhos para pagamentos de contratos e convênios, bolsas de assistência estudantil, extensão e pesquisa, e o acesso da comunidade universitária e da sociedade às dependências da Reitoria. Uma solenidade de colação de grau especial teve de ser suspensa.

Após o ato de protesto, a Administração Superior da Universidade recorreu à Justiça para reintegração de posse das instalações da UFC. O Juiz Titular da 8ª Vara Federal do Ceará, Ricardo Cunha Porto, concedeu a liminar e determinou multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

De acordo com José Maria, a manifestação acompanha o protesto nacional organizado pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativo em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). Ainda de segundo ele, o Comando de Greve entregou as pautas do movimento há mais de 15 dias, mas não obtiveram respostas da Reitoria da Universidade.

De acordo com a UFC, a Administração Superior está aberta ao diálogo com os representantes do protesto.

Redação O POVO Online

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