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Movimento estudantil denuncia violência policial. Secretaria diz que protesto foi "criminoso"

"Não tivemos nem tempo de armar nosso material de som. Fomos logo recebidos com bombas e agressões (pela Polícia)", disse representante de movimento estudantil

18:44 | 09/05/2014
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O representante do movimento Juventude da Esquerda Popular Socialista, Denis Oliveira, 30 anos, afirmou que a manifestação desta tarde no Centro de Fortaleza, que iniciou na Praça da Bandeira, foi pacífica até a chegada dos estudantes no Paço Municipal. Ele denuncia que houve excesso de força policial. Secretaria de Segurança nega, classifica protesto como "criminoso" e informa que um policial ficou ferido.

 

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"Quando chegamos lá, já havia grades de ferro no entorno do Paço para ninguém se aproximar. Não tivemos nem tempo de armar nosso material de som. Fomos logo recebidos com bombas e agressões (pela Polícia). Estávamos apenas gritando palavras de ordem", disse Denis, que contou que tinha cerca de mil pessoas no protesto.
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Segundo ele, os estudantes correram em várias direções do Centro e se dispersaram. Na Praça dos Leões, Denis denunciou que os policiais usaram balas de borracha contra os estudantes. A principal reivindicação do protesto é a implantação do passe livre. Para Denis, a prorrogação das carteirinhas de estudante foi apenas uma forma de deter as manifestações em Fortaleza.

O representante do movimento informou ainda que os estudantes conseguiram uma audiência pública na Câmara dos Vereadores para debater as reivindicações, que, além do passe livre, pede a redução da tarifa.

A manifestação foi marcada pelo Facebook. Mais de 2.600 pessoas confirmaram a presença na manifestação, que tinha como objetivo reivindicar o passe livre. "Conseguimos uma vitória importante (a prorrogação da validade das carteirinhas de estudante), mas a luta pela redução da tarifa e pelo passe livre continuam", diz a descrição do evento. A concentração foi marcada para as 14 horas, na Praça da Bandeira.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) classificou o movimento como "criminoso" e afirmou que a manifestação foi marcada com o "objetivo de promover atos de vandalismo, de depredação do patrimônio público e privado, além de agressão a policiais".

"Assim, ao invés de acontecer uma manifestação democrática e pacífica, o movimento se revelou criminoso. Durante o ato, policiais registraram a participação de pessoas encapuzadas, a utilização de baladeiras, bombas caseiras, pedras e paus. Um policial foi ferido, após ser atingido por uma pedra", completou a nota.

Redação O POVO Online

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