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Grupos de estelionatários que aplicavam golpes bancários no Ceará são denunciados pelo MPF

20:31 | 28/05/2014
O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou 12 integrantes de duas organizações criminosas, presos em março durante a Operação Cártula, por fraudes na Caixa Econômica Federal, no Banco do Brasil, no Itaú, no Santander e no Bradesco. Os estelionatários agiam em diversos estados do Brasil, inclusive no Ceará.

De acordo com o MPF/SP, uma das quadrilhas era chefiada por Antonio Ferreira Araújo, conhecido como Júnior. Ex-policial militar do Ceará, ele foi expulso da corporação por cometer diversos crimes, como porte ilegal de armas, roubo qualificado, receptação e homicídio. Porém, até a deflagração da Operação Cártula, ele estava em liberdade.

As quadrilhas atuavam com fraudes bancárias, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro por meio de cheques clonados em seis estados e no Distrito Federal. O MPF esatima que os prejuízos cheguem a R$ 10 milhões, causado a diversas instituições financeiras e correntistas entre 2013 e o início deste ano.

O procedimento adotado para os crimes era o mesmo: os crominoso cooptavam clientes de bancos, dispostos a “vender” suas contas bancárias e ceder cartões magnéticos e senhas para as movimentações fraudulentas. Paralelamente, as quadrilhas adquiriam de comparsas milhares de cheques em branco – a maioria deles, roubados – nos quais inseriam dados ilegalmente obtidos de correntistas de várias instituições. Os documentos de crédito já preenchidos, igualmente fruto de roubo, eram adulterados da mesma forma.

Além de São Paulo e Ceará, as duas quadrilhas atuaram em Alagoas, Piauí, Maranhão, Paraíba e Distrito Federal. O MPF quer a condenação dos envolvidos por diversos crimes, entre os quais estelionato, furto, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e porte ilegal de arma. A Procuradoria pede também a manutenção da prisão preventiva de todos os denunciados.
Redação O POVO Online com informções do MPF/SP 

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