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RNP/CE denuncia que soropositivos estão sem atendimento adequado em Fortaleza

17:23 | 16/04/2014
A Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS – Núcleo Ceará (RNP/CE) denuncia, desde a semana passada, situação precária do Serviço de Atenção Especializada (SAE) Carlos Ribeiro, localizado no bairro Jacarecanga, onde deveriam ser atendidos mais de 400 pacientes portadores do vírus HIV. O problema foi repercutido na última terça-feira, 15, na Câmara Municipal de Fortaleza, pelo vereador Acrísio Sena (PT).

Segundo Acrísio, a entrega dos medicamentos antirretrovirais, indispensáveis ao tratamento e essenciais para evitar o agravamento da doença, deixou de ser realizada no equipamento porque a farmácia precisou ser fechada às pressas, pois sua estrutura não suportou as chuvas dos últimos dias.

A RNP diz ainda que os medicamentos foram colocados no chão do auditório. E que a situação se torna mais grave pelo fato do Centro de Especialidades Médicas José de Alencar (Cemja) ter sido fechado para reforma, tendo os serviços transferidos para o prédio onde funciona o SAE Carlos Ribeiro, que não possui estrutura para funcionamento dos serviços. O SAE Anastácio Magalhães, também em reforma, estaria funcionando precariamente em duas salas no prédio do Centro de Cidadania Aloísio Ximenes. Os médicos de lá não teriam estrutura para fazer atendimento adequado aos pacientes daquela unidade. Ainda segundo as denúncias da RNP, que também foram encaminhadas ao Conselho Estadual de Saúde, faltam cestas básicas para os pacientes portadores do vírus HIV.

O POVO Online entrou em contato com a coordenadora da área técnica de DST-Aids e Hepatite Virais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Fabiana Sales, que explicou que o SAE Carlos Ribeiro já apresentava problemas na estrutura física desde antes das chuvas, que agravaram a situação, mas que a farmácia continua funcionando no auditório do Carlos Ribeiro. Houve suspensão do serviço, mas apenas durante o processo de transferência para o auditório.

Ainda de acordo com Fabiana, problemas relacionados a um disjuntor da Companhia Energética do Ceará (Coelce) impedem o funcionamento normal da unidade.Por essa razão, os serviços foram remanejados para outras unidades de saúde na Capital, como o Hospital da Mulher.

Sobre os problemas no SAE Anastácio Magalhães, Fabiana Sales diz que no local falta ar-condicionado, e que a reforma da unidade tem causado alguns problemas momentâneos, o que é normal durante uma reforma. ''Toda mudança gera alguns transtornos, mas o serviço não parou'' afirmou a coordenadora da área técnica de DST-Aids e Hepatite Virais da SMS.

Com relação as cestas básicas, Fabiana explicou que "não é obrigatoriedade da secretaria de saúde fazer a distribuição'', mas da Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social e Combate a Fome (Setra). Entretanto, as secretarias trabalham em parceria para fazer a distribuição ordenada dos produtos. "Já foi feita licitação, já estamos articulando com a política social para definir o fluxo e como será feita a distribuição".

A coordenadora disse ainda que, além das cestas, os órgãos buscam dar apoio às pessoas com vulnerabilidade social, buscando maneiras de inseri-las no mercado de trabalho. "Reconhecemos a fragilidade dos serviços, mas não podemos parar. E problemas com estrutura não se resolve da noite para o dia."

Redação O POVO Online

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