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Morre Byron Queiroz, ex-presidente do Banco do Nordeste

14:41 | 05/04/2014
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Atualizado às 20h40min

Morreu no início da tarde deste sábado, em Fortaleza, o ex-presidente do Banco do Nordeste (BNB), Byron Costa de Queiroz, aos 66 anos. A morte foi causada por complicações decorrentes de uma úlcera. O velório será realizado, a partir das 19h30min, na Funerária Ethemus, na Aldeota. O enterro ocorrerá neste domingo, às 10 horas, no Parque da Paz, no Passaré.

Nascido em Iracema, no sertão do Ceará, e formado em Administração de Empresas pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), Byron  foi vice-presidente do Centro Industrial do Ceará – CIC, no período de 1978 a 1987, secretário de Planejamento e secretário de Governo do Estado do Ceará, no primeiro mandato de Tasso Jereissati, de 1987 a 1991, além de ser o titular da Secretaria da Fazenda do Ceará, no Governo de Ciro Gomes, em 1991.

Recebeu da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), a Medalha do Mérito Industrial, em 2002, sendo  agraciado e reconhecido pelo “desempenho eficaz de sua gestão na Presidência do BNB, e pelo apoio aos  projetos do setor industrial para micro e pequenas empresas da Região Nordeste”, segundo destacou a entidade durante a entrega da medalha.

Por outro lado, foi também durante a sua gestão no BNB, onde foi presidente de 1995 e 2002, que o empresário se destacou como uma figura que gerou controvérsia. Byron teve a sua administração questionada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e recebeu acusações de funcionários por cortar benefícios de aposentados e demitir irregularmente.

Depoimentos
“Conheço o Byron desde 1968, 1970... Eu fui uma das pessoas que pediu para que ele não levasse adiante as medidas que ele tomou contra os aposentados do Banco do Nordeste (BNB). Fiz de tudo para convecê-lo...Eu argumentava que era desnecessário fazer o que ele fez com os aposentados do banco. Depois, cheguei a ser perseguido por Byron. Lembro que os aposentados queriam negociar, mas Byron foi resistente na sua decisão (de cortar benefícios e de demitir funcionários). Ele era, sim, um homem talentoso, mas o que ele fez não foi bom nem para um lado, nem para o outro”.
Cláudio Ferreira Lima
Economista, Ex- secretário do Planejamento do Estado (1995 e 1997) e aposentado do BNB

“Respeito o trabalho dele. Fui assessor do Byron.... Ele é um excelente estrategista, deu muita competitividade empresarial ao BNB. Trouxe uma visão moderna e inovadora ao banco. Por outro lado, faltou sensibilidade social. Ele poderia ter sido o melhor presidente que o BNB já teve, se não tivesse gerado certos conflitos contra os aposentados, por exemplo, e com os próprios valores internos da instituição”.
Adriano Sarquis,
ex- assessor de Byron Queiroz e diretor de estudos econômicos do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece)

Redação O POVO Online

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