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Ceará apresenta aumento de mais de 32% na taxa de homicídios

Na nova pesquisa, Fortaleza repetiu a mesma posição do ranking das cidades mais perigosas do mundo

17:36 | 10/04/2014
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Fortaleza ficou mais uma vez na sétima posição das cidades mais perigosas do mundo e segunda do Brasil em nova pesquisa. O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) foi responsável pelo novo levantamento sobre homicídios por ocorridos no ano de 2012. O estudo apontou um aumento de 32,4% na taxa de homicídios por 100 mil habitantes no Ceará, entre 2007 e 2011. A Capital cearense já havia registrado as mesmas colocações em um estudo do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, uma Organização Não-Governamental (ONG) sediada no México.

A pesquisa revela o Nordeste como a região com o maior número de cidades violentas: Maceió (5ª posição), João Pessoa (9ª), Natal (12ª), Salvador (13ª), Vitória (14ª), São Luís (15ª) e Campina Grande (25ª). Também integraram o ranking: Belém (23ª), Goiânia (28ª) e Cuiabá (29ª).

[SAIBAMAIS2]O levantamento da ONU faz uma reflexão sobre a taxa de homicídios dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo que apresentou uma queda. Porém, em outras partes do País houve aumento. As regiões do Norte e Nordeste apresentaram as maiores porcentagens. Na Bahia e na Paraíba, a elevação da taxa chegou a quase 150%.

O Brasil foi o país com mais cidades violentas, com 11, seguido pelo México, com seis. As duas nações são as mais populosas da América Latina, continente que foi eleito o mais violento, superando a África.

Vítimas
Segundo o estudo, a taxa de homicídios entre homens é quase quatro vezes superior à das mulheres (9,7 contra 2,7 por 100 mil pessoas). Na América Latina, inclusive, o índice é maior, com (29,3 por 100 mil homens). Comparada com a Ásia, Europa e Oceania, a taxa é quase sete vezes menor, com menos de 4,5 por 100 mil homens. De acordo com o levantamento, a maioria das mulheres vítimas de homicídio é morta pelas mãos de seus parceiros ou familiares.

Porcentagens: cerca de 80% das vítimas de homicídio e 95% dos autores desse crime são homens. Quase 15% de todos os homicídios resultam de violência doméstica (63,6 mil). No entanto, a esmagadora maioria, quase 70%, de vítimas mortais de violência doméstica são mulheres (43,6 mil).

Motivação
O consumo de álcool e de drogas ilícitas aumento o risco de cometer homicídio. Segundo a pesquisa, em alguns países, mais da metade dos homicidas agiu sob a influência de alcool. Embora os efeitos de drogas ilícitas tenham sido menos documentados, cocaína e estimulantes do tipo anfetamina foram associados com comportamento violento e homicídio. Para cometer um homicídio, a arma de fogo foi o tipo de arma mais usada pelos criminosos, resultando em quatro a cada dez homicídios no mundo.

Condenação
A taxa de condenação global para homicídio doloso é de 43 condenações por 100 homicídios.

Lista dos países

Honduras conquistou o primeiro lugar do ranking dos países mais violentos, com 90,4 homicídios por 100 mil habitantes. Em seguida, estão as nações: Venezuela (53,7), Belize (44,7), El Savador (41,2), Guatemala (39,9), África do Sul (31), Colômbia (30,8), Gabão (28), Brasil (25,2) e México (21,5).

Ranking das cidades
A pesquisa lista as 30 cidades mais perigosas do mundo. São elas: San Pedro Sula (Honduras), Caracas (Venezuela), Acapulco (México), Cali (Colômbia), Maceió; Distrito Central (Honduras), Fortaleza; Cidade da Guatemala (Guatemala), João Pessoas, Barquisimeto (Venezuela), Palmira (Colômbia), Natal, Salvador, Vitória, São Luís, Culiacán (México), Guayana (Venezuela), Torreón (México), Kingston (Jamaica), Cidade do Cabo (África do Sul), Chihuahua (México), Victoria (México), Belém, Detroit (Estados Unidos), Campina Grande, Nova Orleans (Estados Unidos), San Salvador (El Salvador), Goiânia, Cuiabá e Nuevo Laredo.

Pesquisas anteriores <br>A última pesquisa da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, foi divulgada em janeiro de 2014, apontando Fortaleza como a sétima mais violenta do mundo. Em pesquisa divulgada no ano anterior pela mesma entidade, a cidade aparecia na 13ª posição.

Lucas Mota

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