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Prefeitura rebate acusações de que faltou apoio no Carnaval de Fortaleza

18:31 | 05/03/2014
O Carnaval terminou, mas a polêmica sobre o Carnaval de Fortaleza continua. De um lado, foliões e responsáveis por blocos já tradicionais na folia da Capital, como o ''Luxo da Aldeia'' e o ''Num Ispaia Sinão Ienche'', reclamam que faltou apoio financeiro e logístico por parte da Prefeitura de Fortaleza. O órgão municipal, por sua vez, se defende e diz ''ser uma atitude delirante, provocada por desinformação ou má-fé, quem acusa a Prefeitura de Fortaleza de não investir no carnaval da Capital".

Em nota lançada à imprensa na tarde desta quarta-feira, 5, a Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor) informa que a Prefeitura investiu mais de R$ 5 milhões no Ciclo Carnavalesco de 2014, entre Pré-Carnaval e Carnaval.
[SAIBAMAIS 5]
"Somente para as agremiações que desfilaram na Avenida Domingos Olímpio, a Prefeitura investiu um total de R$ 720 mil, através de edital, o que representou um aumento de 55,84% em relação ao ano de 2013. A Secretaria de Cultura de Fortaleza retomou o apoio aos blocos de pré-carnaval, aumentando para R$ 384.000,00 o valor repassado, agregando ao edital, reivindicações antigas dos brincantes, como a inclusão de projetos estreantes. Além disso, durante as quatro semanas de pré-carnaval, a Secultfor arcou com toda a estrutura de palco, som, iluminação e banheiros químicos dos blocos Luxo da Aldeia, no Benfica, e Concentra Mas Não Sai, no Centro, tendo em vista o impacto de público que possuem, bem como a inserção em espaços importantes da cidade", diz a nota.

Com relação aos blocos do circuito da Rua dos Tabajaras, na Praia de Iracema, a Secultfor esclarece que foi responsável pelo controle do tráfego e ordenamento do comércio ambulante e da oferta de banheiros químicos. E que a ação também contemplou a programação do Largo da Dona Mocinha.

A nota observa que a Prefeitura arcou com todos os custos da programação oficial da Capital durante o período carnavalesco (estrutura e artistas), nos três dias de desfile na Avenida Domingos Olímpio, nos cinco dias de show no palco do Aterrinho da Praia de Iracema e nos quatro bailes infantis realizados no Passeio Público e Mercado dos Pinhões.

A Secultfor afirma ainda que bancou, durante os dias de Carnaval, com parte da estrutura de palco e som do bloco “Não Ispaia Se Não Ienche”. E que colaborou com o controle do tráfego e o ordenamento do comércio ambulante no local, "por compreender a importância do mesmo para a política de ocupação da região da Praia de Iracema". Destaca que "toda a programação do Ciclo Carnavalesco de 2014 foi divulgada de forma unificada no dia 15 de janeiro e que,
rigorosamente, tudo o que foi divulgado na programação foi executado, sem nenhum cancelamento".

Por fim, a nota diz que "mesmo num ano em que várias prefeituras anunciaram o cancelamento de suas festas em razão da seca, a Secultfor avaliou como sendo fundamental manter a festa, uma das mais importantes manifestações populares de nossa cidade. No entanto, é importante ressaltar que a verba destinada pelo poder público por meio do edital não é a única fonte de recurso de que dispõem os maracatus, blocos e as agremiações. Os mesmos têm a liberdade de captar dinheiro por meio de outras fontes. Tanto que há blocos que desde suas fundações optaram por desfilar de forma independente, sem apoio financeiro da Prefeitura Municipal".

Redação O POVO Online

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