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Polícias Civil e Militar devem investigar caso de PM que matou jovem em Paracuru

Um Conselho de Disciplina deve ser nomeado para decidir se o cabo será ou não expulso da corporação

15:23 | 29/07/2013

As Polícias Civil e Militar devem investigar o homicídio de Darlan Castro Silva, 25 anos, registrado em Paracuru no último sábdo, 27. O caso ocorreu quando o disparo da arma de fogo um cabo da PM atingiu as costas do jovem. A vítima estava no banco traseiro de um carro que havia desviado de uma blitz.

De acordo com informações do tenente-coronel Fernando Albano, o PM acusado apresentou-se na Delegacia Regional de Itapipoca ainda no sábado e está detido no quartel do Comando de Policiamento do Interior (CPI), em Fortaleza."Ele alega que o tiro foi acidental. Aconteceu quando ele tombou da moto", informou o tenente-coronel.

Segundo Albano, o comandante geral da PM no Ceará, coronel Werisleik Matias, deve baixar uma portaria estabelecendo um Conselho de Disciplina para decidir se o cabo será ou não expulso da corporação. Depois que o Conselho for nomeado, é dado o prazo de 60 dias para a divulgação da decisão.
[SAIBAMAIS 2]
O caso
De acordo com o relato de testemunhas, Darlan seguia com outras três pessoas em um carro modelo C3, da marca Citroën. O grupo estava participando de um churrasco e havia saído para comprar carnes e bebidas. O amigo Gerardo Magalhães, que estava ao lado de Darlan no banco traseiro, conta que, ao avistarem a blitz, decidiram fazer um retorno, antes de passar pela barreira.

De acordo com informações da Delegacia de Paracuru, o tiro disparado pelo policial acertou a carroceria do veículo, perfurou o banco traseiro e atingiu as costas de Darlan. Ele foi socorrido pelos amigos no próprio veículo, mas já chegou sem vida ao hospital. “O policial não fez nada, foi embora não sei pra onde, nem chamou socorro”, denuncia Gerardo Magalhães.

Camila Holanda
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Lusiana Freire
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