PUBLICIDADE
Notícias

Protesto de motoristas e cobradores de ônibus fecha mais um terminal em Fortaleza

08:48 | 13/06/2013

Mais um terminal de Fortaleza foi paralisado por motoristas e cobradores de ônibus urbanos na manhã desta quinta-feira, 13. Dessa vez foi o Terminal da Parangaba, que ficou parado das 6h30min às 8h30min. Foi a quarta suspensão em terminais nos últimos quatro dias.

Em estado de greve desde o último sábado, 8, a paralisação faz parte do calendário da categoria. De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro-CE), Sérgio Barbosa, esses protestos vão continuar ocorrendo em Fortaleza até que as reivindicações sejam atendidas.

Ele nega, por enquanto, a greve geral da categoria. "Ainda não se trata de greve geral. Estamos em processo de negociação. Os patrões se retiraram da mesa. Queremos que eles voltem para negociar", disse Sérgio Barbosa.

Mais cedo, motoristas e cobradores de ônibus bloquearam, das 4 às 6 horas desta quinta-feira, as garagens das empresas Maraponga e Dragão Mar. Em consequência disso, houve atraso na liberação dos ônibus, prejudicando usuários de várias linhas como Conjunto Ceará-Parangaba, Maraponga-Papicu e Grande Circular.

[SAIBAMAIS 5]

De acordo com Sintro-CE, a categoria pretende fazer com que o reajuste salarial seja de 15%. A proposta, contudo, foi recusada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Fortaleza (Sindiônibus), que oferece 8% de reajuste.

Em uma outra paralisação dos trabalhadores, o Sindiônibus disse que a ação do Sintro “prejudica a população fortalezense”, além de “ferir todos os preceitos legais”. O sindicato informou ainda que compareceu a todas as reuniões de negociação, cumprindo o calendário acordado.

Entenda a notícia

Na última segunda-feira, 10, motoristas e cobradores paralisaram o Terminal do Papicu. Na terça-feira, 11, a categoria paralisou o Terminal de Messejana. Na quarta, 12, foi a vez do Terminal do Antônio Bezerra.

Eles estão em estado de greve desde o último sábado, 8, quando foi feita uma manifestação na avenida Tristão Gonçalvez para reclamar a proposta de reajuste de 8% e mais 8% de aumento no vale-refeição e cesta básica.

Redação O POVO Online

TAGS