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Artigo publicado no site da UFC gera polêmica entre estudantes nas redes sociais

O artigo obteve mais de 2.300 compartilhamentos no Facebook e foi o foco dos comentários no grupo da UFC. O professor alega que ambas as opiniões sobre o assunto devem ser manifestadas e respeitadas

16:34 | 23/05/2013
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Um artigo de opinião publicado no site da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC), na última quarta-feira, 22, gerou polêmica nas redes sociais entre estudantes, professores e defensores dos diretos humanos.

O texto classifica como "golpe de estado" a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou que todos os cartórios celebrassem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, publicada na terça-feira, 14 de maio. O artigo questiona a competência de um órgão de fiscalização para legislar e questiona: "Onde estão as noções de vontade geral, soberania parlamentar e legitimidade democrática?".

O texto ainda afirma que a omissão do Congresso sobre o casamento homossexual é reflexo da vontade popular, "que não deseja mudar o conceito de família", segundo o professor.

Escrito por Glauco Barreira Magalhães, professor da disciplina de Hermenêutica Jurídica da UFC, o artigo obteve mais de 2.300 compartilhamentos no Facebook e foi tema das discussões no Fórum do Campus do Pici, grupo formado por estudantes da instituição.

Nos comentários do Facebook, muitos estudantes se mostraram insatisfeitos com a posição adotada pelo professor no texto, classificando-a de conservadora, e, principalmente, com o fato de o texto, claramente opinativo, ter sido publicado no site da Faculdade de Direito.

Confira o artigo na íntegra

Em conversa com O POVO Online, o professor Glauco Barreira Magalhães afirmou que o texto questiona se o CNJ tem o poder de legislar e mudar a Constituição. Em relação ao casamento homossexual, o docente argumentou que há uma intolerância muito grande sobre o assunto e que as opiniões de ambos os lados devem ser manifestadas e respeitadas. Glauco disse que boa parte das pessoas que também pensam como ele não se manifesta apenas por indiferença.  

Por meio de nota, a Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC esclareceu que o artigo não representa o pensamento da Universidade e enfatizou que os autores dos textos opinativos devem arcar com a responsabilidade por aquilo que publicam nas páginas oficiais das faculdades que integram a UFC. A instituição destacou que sua política editorial "privilegia o respeito à diversidade de orientação sexual, étnica, cultural, ideológica e religiosa, além de reconhecer demais princípios constitucionais de nosso País".



 


Rachel Gomes

redacaoportal@opovo.com.br

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