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Universitária é vítima de assalto por suposto taxista no Meireles

O suspeito arrancou com o carro e arrastou a estudante pelo asfalto, que se feriu, mas não chegou a ser encaminhada ao hospital

15:45 | 07/01/2013

Atualizada às 18h20min

Uma universitária foi vítima de assalto por um suposto taxista que estava deixando-a no prédio onde mora, no bairro Meireles, na madrugada deste último sábado, 5, por volta das 3h30min. A estudante, que preferiu não revelar o nome, teve sua bolsa roubada e ficou ferida na ação.

A vítima relatou o assalto no Facebook como forma de alertar os usuários que usam o serviço de táxi em Fortaleza. Ela informou que pegou o táxi na Praia de Iracema, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

Segundo a universitária, o suposto taxista dirigia um carro modelo Fiat Doblô, de placa final 8419, e parecia ser um táxi utilizado normalmente na cidade, "com todos os adesivos obrigatórios, taxímetro, tudo normal".

Durante a corrida, a estudante disse ao O POVO Online que não conversou com o taxista. "Só falei meu endereço e pronto. Quando cheguei no meu prédio, vi que só tinha uma nota de R$ 50 e a corrida tinha dado R$ 10. Ele disse que não tinha troco. Então, eu disse que iria perguntar para o porteiro se ele tinha", comentou a vítima.

Ao sair do carro, a estudante foi surpreendida pelo motorista, que se posicionou à frente da porta do passageiro. Foi quando o acusado puxou a bolsou e entrou no táxi. A universitária ainda tentou segurar a bolsa e ficou presa no carro. O suspeito arrancou com o carro e arrastou a estudante pelo asfalto, que se feriu, mas não chegou a ser encaminhada ao hospital.

A vítima identificou o suspeito como um “homem de aproximadamente 30 anos, com o rosto marcado de espinhas e um cabelo médio”. Mais tarde, ela informou no Facebook que registrou um B.O. Em contato com O POVO Online, o 2º Distrito Policial (DP), no Meireles, confirmou o B.O e informou que só divulgará informações após colher esclarecimentos da vítima.

O presidente do Sindicato dos Taxistas do Ceará (Sinditaxi), Vicente de Paula Oliveira, acredita se tratar de um criminoso se passando por um taxista. "Eu não acredito que seja da nossa classe. Acho que ele não é um taxista mesmo. Há 10 anos estou à frente do sindicato e nunca ouvi falar de uma coisa dessas", disse.

Vicente de Paula afirmou que foi procurado pela vítima e que aconselhou a estudante a se dirigir à Empresa Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) com todos os dados do carro. "Lá tem um sistema de táxi que, com o número da placa ou com o número da permissão, se chega fácil ao motorista do carro", declarou Vicente. No entanto, a vítima relatou ao O POVO Online que ao checar na Etufor, o final da placa não coincidia com o modelo do táxi.

O presidente do Sinditáxi orientou para que os passageiros só peguem táxi de cor branca e que esteja adesivado com o nome de alguma cooperativa de táxi, com o número de permissão na lateral do veículo.

Redação O POVO Online

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