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Agentes penitenciários do Ceará fazem protesto contra veto de Dilma

Em outros 16 estados do País e no Distrito Federal, a decisão dos agentes penitenciários foi pela paralisação de 24 horas

14:57 | 30/01/2013

Os agentes penitenciários do Ceará fizeram um ato de protesto em frente a Secretaria de Justiça e Cidadania do Ceará (Sejus-CE), na manhã desta quarta-feira (30), em protesto contra o veto da presidenta Dilma Rousseff ao Projeto de Lei 87/2011, que regulariza o porte de arma de fogo da categoria fora do serviço.

Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp), Valdemiro Barbosa, cerca de 200 trabalhadores participaram da manifestação.

Em outros 16 estados do País e no Distrito Federal, a decisão dos agentes penitenciários foi pela paralisação de 24 horas, que teve início nesta manhã, em protesto contra o veto de Dilma Rousseff.

"A categoria do Ceará deciciu não paralisar, mas fazer um ato politico em frente a Sejus. Pedimos para os parlamentares cearenses para derrubar o veto da presidenta", disse Valdemiro Barbosa.

O presidente da Federação Nacional Sindical dos Penitenciários (Fenaspen), Fernando Ferreira de Anunciação, informou que durante a paralisação os agentes estão executando apenas 30% dos serviços. Segundo ele, o veto do governo gerou “insatisfação nacional.” Ele defendeu o direito dos agentes de portar arma fora do serviço. “O veto causou revolta na categoria e [a paralisação] foi deliberada como repudio [ao veto] da presidenta Dilma Rousseff”.

No Distrito Federal, a visitação aos presos, que normalmente é às quartas-feiras, foi transferida para sexta-feira (1º). Segundo o subsecretário do Sistema Penitenciário do Distrito Federal, Cláudio de Moura Magalhães, a mudança não causará prejuízo aos visitantes. “Não recebi [informação sobre ] qualquer ocorrência de tumulto nos presídios. Os próprios visitantes [entenderam] que é difícil avisar a todos. Só quem não acompanhou o noticiário foi pego de surpresa”.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro não haverá paralisação. Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), os servidores não pararam porque a legislação do estado é diferente e o veto da presidente Dilma Rousseff não afetou os agentes.

A diretoria do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio de Janeiro (Sindseap-RJ) divulgou pela manhã no site da instituição uma nota informando que a Assembleia Geral da categoria decidiu nesta terça-feira (29), por unanimidade, não aderir ao movimento. De acordo com o texto, os agentes vão esperar resposta do governo antes de fazer qualquer manifestação.

Os estados que aderiram ao movimento são Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Amazonas, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Piauí, Paraíba, Maranhão, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal.

Redação O POVO Online com informações da Agência Brasil

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