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Acusado de se favorecer da greve, Renato Roseno diz que prefeita aumenta a tensão

Pré-candidato do Psol diz que prefeita desrespeita autonomia dos trabalhadores, mas acaba reconhecendo representatividade de sua candidatura

10:57 | 21/06/2012

O pré-candidato do Psol a prefeito de Fortaleza, Renato Roseno, respondeu às críticas de Luizianne Lins (PT) e disse que a administração municipal amplia a tensão que envolve a greve dos motoristas e cobradores de ônibus.

Na coluna Política desta quarta-feira, Luizianne afirmou que a greve tem objetivos políticos e é usada pelo PSTU para favorecer Roseno eleitoralmente. O partido tem forte presença no sindicato da categoria e negocia aliança com o Psol. O pré-candidato considera a declaração desrespeito à autonomia dos trabalhadores.

Em nota, Roseno afirma que a administração municipal concede incentivos fiscais aos empresários do transporte coletivo, assim como favorece outros setores empresariais “que financiam as campanhas milionárias dos partidos que estão no poder”. “Por toda essa ligação, ao invés de ajudar na negociação, a prefeita opta por ampliar as tensões, prejudicando a negociação e induzindo as pessoas a erro”, diz Roseno.

Ele considera ainda que Luizianne, ao afirmar que a greve o favorece eleitoralmente, reconhece sua representatividade. “Diferente de candidaturas que precisam de holofotes alheios”, provoca.

 

LEIA A NOTA DE RENATO ROSENO

A prefeita Luizianne Lins (PT) vem afirmando, a cada paralisação de trabalhadores, que as greves são resultado de manipulação política, desrespeitando a autonomia de movimentos, trabalhadores e sindicatos. Defendemos a autonomia dos trabalhadores, de suas categorias, e entendemos a política não como a ação de uns poucos, restrita aos espaços institucionais, mas como a expressão coletiva daqueles e daquelas que não se conformam diante do atual estado de coisas, e agem para modificá-lo, independente de partidos e disputas eleitorais. Nós os apoiamos.

O que não foi dito é que a atual gestão está propondo conceder incentivo fiscal aos empresários do setor de transportes, como vem favorecendo ao longo desses anos a especulação imobiliária e outros grandes setores empresariais que financiam as campanhas milionárias dos partidos que estão no poder.

Por toda essa ligação, ao invés de ajudar na negociação, a prefeita opta por ampliar as tensões, prejudicando a negociação e induzindo as pessoas a erro. Tudo isso é pura expressão da corrosão de sua liderança. Por outro lado, ao afirmar que a greve beneficia nossa candidatura, reconhece que temos representatividade social e conteúdo programático capaz de oferecer uma alternativa completa ao modelo de sua gestão. Diferente de candidaturas que precisam de holofotes alheios.

Para além das falsas polêmicas, é necessário destacar que Fortaleza vive uma grave situação de mobilidade urbana. É preciso enfrentar esses interesses; adotar uma política de planejamento integrada – hoje, AMC e Etufor sequer dialogam; abrir a caixa preta que esconde as informações sobre esse sistema; valorizar o transporte público em detrimento do individual; respeitar os profissionais que, dia a dia, levam milhares de pessoas a todos os recantos da cidade, garantindo-lhes boas condições de trabalho e liberdade de manifestação. Qualquer afirmação que não dê conta dessas dimensões será não apenas superficial, mas desrespeitosa para com a cidade.

Renato Roseno

Érico Firmo

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