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Ceará foi estratégico para americanos e brasileiros na Segunda Guerra

07:00 | 22/05/2012

Dez meses antes de o submarino italiano Barbarigo acertar um navio brasileiro, a presença de americanos no Ceará já dava a ideia de que algo estava para acontecer. Segundo o livro “A história da aviação no Ceará”, do jornalista Ivonildo Lavor, os Estados Unidos da América só ingressariam na II Guerra Mundial em dezembro de 1941, mas seis meses antes já estavam iniciando a construção de pontos de apoio no Ceará.

As bases do Pici, área onde hoje funciona um campus da Universidade Federal do Ceará (UFC), e do Cocorote, atual Aeroporto Internacional de Fortaleza, tiveram seus estudos de instalação iniciados em 1941.

As obras do Pici começaram em julho de 1941 e o projeto uma pista de 500 pés de extensão, o suficiente para o trânsito de aviões de porte médio. A medida atendia tanto aos interesses dos brasileiros, interessados em patrulhar o litoral nordestino. Cocorote, a outra unidade que depois virou a Base Aérea em Fortaleza, foi inaugurada somente em dezembro de 1943, seis meses depois de iniciada sua construção. O local, considerado mais seguro para as operações, se transformou e até hoje é a escola que treina os pilotos de patrulha brasileiros.
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A pista da base militar do Pici ainda contava com apenas 75% das obras concluídas quando, em fevereiro de 1942, um avião americano perdido de sua rota original teve de pousar em Fortaleza. Um modelo B-17 tocou o chão do Pici e ficou por 30 minutos.

Como explica Ivonildo Lavor em seu livro, o sobrevoo americano da pequena cidade de Fortaleza e as poucas notícias que chegavam pelo rádio deixaram a população apavorada. Na época, o grande medo do cearense era que a Guerra chegasse ao Brasil.

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