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Apenas 13% dos nordestinos consideram o serviço de segurança pública "bom ou ótimo"

Entre os entrevistados, 36% já sofreram algum tipo de violência, no entanto, 71% deles disseram que não registraram a ocorrência em delegacia

17:28 | 24/04/2012

Pelo menos 42% da população da região Nordeste do País analisam como regular o serviço de segurança pública nas cidades onde residem; 17% consideram ruim o serviço; 10% acham bom e apenas 3% caracterizam o serviço oferecido como ótimo. Os dados foram foram divulgados nesta terça-feira, 24, como resultado de uma pesquisa realizada pelo DataSenado durante o período de 19 a 28 de março deste ano. Para compor a pesquisa, uma equipe do “Alô, Senado” ouviu 1.242 pessoas em 119 municípios brasileiros. No Nordeste, 354 pessoas foram entrevistadas.

Entre os entrevistados, 36% já sofreram algum tipo de violência, no entanto, 71% deles disseram que não registraram a ocorrência em delegacia. A resposta mais indicada foi dada por 39% das pessoas, que acreditam que a Polícia não iria agir nos casos. Outros 19% não acharam importante fazer a denúncia, 14% ficaram com medo dos agressores e 11% disseram que não tinham provas para fazer uma denúncia.

A desigualdade social é considerada como sendo a principal causa da criminalidade no Brasil, com 33% dos votos. Em seguida, 24% dos entrevistados acham que as “leis são ruins”; 14% consideram a corrupção no meio dos policias como sendo o fator mais importante; 12% acham que é porque a Justiça concede liberdade a criminosos e 8% das pessoas acreditam que a Polícia não oferece um serviço adequado.

Para reduzir a criminalidade, algumas possibilidades foram indicadas. Melhorar a educação foi a medida mais votada, com 38% das escolhas. Tornar as penas mais rígidas foi indicada por 18% dos entrevistados, em seguida, a diminiuição da pobreza teve 14% de votos, 12% indicaram que “acabar com a impunidade” seria uma medida eficiente e 10% acham que investir recursos na Polícia seria mais indicado para diminuir a criminalidade.

A pesquisa também abordou o porte de arma para cidadãos. 55% dos entrevistados concordam que deve ser proibido o porte de armas, contra 44%, que discordam, pois acreditam que os cidadões devem ter a opção de portar ou não uma arma.

Expulsão de policiais militares no Ceará
Policiais Militares (PMs) que foram expulsos em decorrência de crimes atribuídos a eles somam 88 no Ceará, segundo informa o O POVO desta terça-feira, 24. O envolvimento com quadrilhas organizadas lidera o ranking. Entre janeiro de 2011 e abril de 2012 (até o último dia 3), foram 88 expulsões e, destas, 11 por este motivo, o que representa 12,5% do total.

 

Em seguida, vêm homicídio (9%) e agressão física (7,9%). Dos 11 PMs acusados de ligação com o crime organizado, seis foram por envolvimento com grupos de extermínio e cinco com quadrilhas de assaltantes. O levantamento foi feito pelo O POVO, a partir de documentos oficiais obtidos com exclusividade.

Camila Holanda 

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