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2.433 multas por estacionamento em fila dupla são aplicadas em Fortaleza

O número é referente às infrações flagradas no ano de 2011. Em 2012, foram 255 multas aplicadas para punir motoristas que não respeitam a legislação

16:15 | 23/04/2012

No ano de 2011, Fortaleza registrou o total de 2.433 multas por estacionamento de veículos ao lado de outros, formando filas duplas, de acordo com dados da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC). Já em 2012, até esta segunda-feira, 23, foram 255 multas aplicadas pela infração. A prática de estacionar veículo ao lado de outro formando a famosa fila dupla acarreta consequências negativas ao trânsito de uma cidade.

Além disto, o ato infringe o item XI do artigo 181 do Código de Trânsito e é caracterizado como sendo uma infração grave, rendendo cinco pontos na carteira do motorista infrator, uma multa no valor de R$ 127,69 e a remoção do veículo. Portanto, a ferramenta pisca-alerta, utilizada por motoristas, não é uma licença para estacionar ou parar em locais proibidos.

A AMC alerta para o uso desenfreado da prática: fila dupla, apenas em situações de emergência. Se o condutor for flagrado por um agente de trânsito infringindo a lei, pode acarretar a multa, os  pontos na carteira e a medida administrativa. No entanto, a Autarquia diz que, no dia a dia, não há uma fiscalização específica para este tipo de infração.

A legislação de trânsito no Brasil prevê que apenas os veículos de emergência, como viaturas da Polícia Militar, carros do Corpo de Bombeiros, ambulâncias e viaturas de trânsito, têm permissão para estacionamento para estacionar e parar o veículo quando for necessário. É evidente que todos os procedimentos devem ser realizados quando a sirene e o giroflex estiverem ativos.

A prática é comum entre os motoristas de Fortaleza e tem causado diversos transtornos ao trânsito, como os diários engarrafamentos em frente a colégios da Capital, onde os motoristas utilizam a técnica esquizofrênica em virtude de um objetivo que beneficia apenas a si.

A analista de meio ambiente Érika Paula Farias acredita que a prática seja falta de educação e de consideração no trânsito, mas também atribui parte da culpa ao planejamento urbano. “Eu acho que é uma falta de cidadania. Mas esta situação é alimentada pela falta de planejamento urbano em nossas cidades. Há locais em que é impossível de deixar alguém”.

O pai da motorista é paraplégico e Érika assume que já fez fila dupla para deixá-lo em alguns locais. “Eu lido bastante com isto, pois, às vezes preciso deixá-lo em algum lugar. Como vou deixar meu pai a cinco quarteirões de onde ele precisa ir?” , conta. “Mas eu sei que, com isto, causei distúrbios ao trânsito”.

 

Camila Holanda

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