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Tecnologias de suporte a mobilidade e segurança no trânsito

10:21 | 29/02/2012

Mobilidade urbana passou a ser um conceito amplamente abordado em nosso cotidiano. Na última década principalmente, o aumento exponencial da frota de veículos das cidades metropolitanas ocasionando o colapso do trânsito urbano, e mais recentemente os eventos esportivos internacionais vindouros, tem feito a questão mobilidade urbana ganhar mais força, tendo se tornado assunto de maior relevância política e social. Mobilidade no trânsito diz respeito à qualidade de acesso das pessoas a seus locais de interesse, ou seja, a capacidade de deslocamento das pessoas, veículos e cargas no ambiente público urbano.

São várias as questões e fatores envolvidos com a complexa problemática da mobilidade urbana. Questões que envolvem dentre outras coisas a arquitetura e engenharia urbana de tráfego, os transportes públicos, a acessibilidade urbana e os hábitos de locomoção dos cidadãos. Trataremos nesse artigo especificamente de um dos fatores envolvidos na temática, as Tecnologias da Informação e Comunicação - TIC como apoio à mobilidade e a segurança no trânsito.

Não é segredo que informação é poder, as Tecnologias da Informação e Comunicação por sua vez oferecem ferramental poderoso para que gestores de trânsito e cidadãos possam, com base na informação, ter subsídios para melhorar a mobilidade e segurança no trânsito. Dentre as principais ferramentas da área de TIC de apoio à mobilidade urbana estão:

1) Sistemas de Controle Semafóricos Inteligentes: São sistemas integrados aos controladores semafóricos que calculam o fluxo das vias por meio de laços indutivos (registradores implantados na via) e adaptam dinamicamente os tempos semafóricos às condições de trânsito da via e propiciando um transito controlado e fluido;

2) Sistemas Inteligentes de Transportes (ITS): São sistemas de gestão que integram informações de infraestrutura, serviços de trânsito, tráfego, transporte, vias e veículos para permitir a gestão e provisão de informações para gestores e cidadãos;

3) Radares (também conhecidos como fotosensores ou pardais): São equipamentos montados em estruturas fixas na via ou portáteis usados em blitzes que, baseado nas tecnologias de laço indutivo, doopler (ultrassom), laço virtual (cálculo sobre imagem) ou laser, são capazes de capturar informações quanto à presença e tempo de passagem dos veículos, permitindo deste modo, registrar informações estatísticas e as infrações de trânsito. Dentre as infrações aptas a serem registradas por estes equipamentos estão: de veículos acima da velocidade permitida, parada sobre faixa de pedestres, avanço de semáforo no vermelho, fluxo em contramão e conversão proibida;

4) Lombadas eletrônicas: São equipamentos que capturam a velocidade de passagem dos veículos na via e a apresentam aos condutores por meio de uma estrutura fixa com um painel digital comumente afixada nas laterais das vias de tráfego. Esses equipamentos também registrar infrações quando associados a radares.

5) Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs): são estruturas (fixas ou móveis em pequenas carretas) ancoradas nas vias, dotadas de um painel digital alfanumérico por meio do qual são apresentadas mensagens úteis para orientação aos motoristas e para o controle de tráfego urbano nas situações de incidentes de tráfego, obras nas vias e manutenção viária.

6) Contadores de fluxo: Equipamentos que permitem com ou sem intervenção física na via, fazer a contagem e por vezes classificação (veículo de passeio, veículo médio, veículo pesado) do fluxo viário. Esses equipamentos são ferramentas importantes para a gestão do tráfego urbano, permitindo que os gestores, entendam a sazonalidade e intensidade do fluxo viário;

7) Câmeras de monitoramento: Câmeras de alta definição (também chamadas de Speed Dome), com rotação de até 360o, visão diurna e noturna, zoom de até 40 vezes e possibilidade de integração em uma central que permitem a ampla cobertura visual das vias de maior fluxo da malha viária urbana, possibilitando em tempo real a identificação de congestionamentos e acidentes de trânsito.

8) Leitura Automática de Placas (LAP): Também conhecida como tecnologia OCR (Optical Character Recognizer) é um software que integrado a uma câmera digital e a uma base de dados com informações de veículos, captura e identifica automaticamente a placa dos veículos, possibilitando a busca de dados do veículo e a identificação de pendências junto aos órgãos competentes. Esse tipo de software pode estar presente nos radares ou em viaturas oficiais responsáveis pela realização de blitzes nas vias.

9) Ferramentas de GPS e Rastreamento de veículos: Estas ferramentas permitem que os veículos tenham suas localizações rastreadas e identificadas em mapas digitais, facilitando, no caso de transportes públicos, a identificação do tempo estimado para chegada a destinos, podendo deste modo, oferecer ao cidadão estimativas de chegada a pontos específicos, tempo de translado bem como identificação prévia de possíveis atrasos. Essa tecnologia já é utilizada em várias cidades para o controle das linhas de ônibus, oferecendo ao cidadão informações quanto ao tempo estimado de chegada dos ônibus aos pontos de embarque e desembarque.

Há várias outras ferramentas tecnológicas de apoio à mobilidade tanto em uso dentro e fora do país como em fase de pesquisa. Uma das grandes iniciativas tecnológicas que serão adotadas nos próximos anos em nosso país é o SINIAV, mas sobre essa iniciativa, dedicaremos um artigo específico para explicá-la.

Julio Antonio Marcello Boffa
*Presidente do Conselho da ABEETRANS
Associação Brasileira de Empresas de Engenharia de Trânsito
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