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Fortalezense curte a tarde de férias em cenário azul

Metade mar, metade céu. Para terminar de compor o quadro, a população do litoral oeste de Fortaleza se divide em diversas atividades, tendo o calçadão como palco de diversões

13:26 | 07/01/2012

O céu azul de janeiro faz o convite irrecusável: aproveitar o derradeiro mês de férias. John Lennon (“é, igual ao do cantor”, confirma ele orgulhoso), salta do alto da barraca na “pontinha” do Rio Ceará. Free as a bird — como diria o beatle chará, no português “livre como um pássaro” — ele alça voo, sem medo. “O melhor é a sensação de liberdade”, diz.

Há quem prefira a liberdade com a segurança dos pés no chão. A pipa é o jeito de se perder no céu. Os garotos honram a tradição que, um dia, o pai passou. Mesmo crescidos, Rafael e Márcio Cardoso, irmãos, olham a pipa lá no alto. “É bom demais ver todas juntas”, confessa Márcio. Não fosse a imensidão do céu da Vila do Mar, não haveria espaço para as 50 pipas que, segundo Rafael, concorrem todas as tardes.

O tempo vai passando e o sol baixando atrás das casas. À frente, o mar contribui para a beleza do cenário do lazer no litoral oeste de Fortaleza. O Davi, o Cássio, o Alisson e o Bruno se juntam ao time da brincadeira que é meio céu e meio chão. O custo da diversão é quase nada: poucos centavos investidos em casa, com as próprias mãos.

Para lá e para cá, Narda da Rocha, em meio a muitos outros, aproveita a extensão do calçadão. A caminhada é diária em frente de casa. “Aqui a gente pode ficar à vontade”, comenta, ofegante de tanto exercício. Dividindo espaço com outras pessoas e outras modalidades, ela segue. Desviando do Daniel, que, sobre o skate, é embalado pela descida da rampa.

Se divertindo com a diversão alheia, segue Jurandir Andrade. “Eles ficam muito alegres”, comenta sobre o pula-pula que se ergue e se enche de crianças, sem hora pra acabar. Cada salto é maior que o outro e os meninos parecem compor o cenário do céu que os envolve azulzinho. Entre risadas e tombos desajeitados, o Vicente, o Denis e o Marlon se apertam. “Todos querem pular”, sorri o cuidador.

Seja no alto do calçadão, na quadra, ou na beirinha do mar, a redonda pula de pé em pé, em todo lugar que a vista alcança. O futebol à tarde e o namoro à noite tiram Daniel de Sousa de casa. “Aqui é muito bonito. As pessoas precisam conhecer”, recomenda. O céu azul dá o toque a mais na diversão, mas a beleza não se faz imprescindível. “Estamos aqui, faça chuva ou faça sol”.

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O projeto Vila do Mar começou a ser inaugurado em 2011, e já conta com uma avenida litorânea, ciclovia, calçadões, praças e quadras. No litoral oeste da cidade, a primeira etapa já é palco de lazer para os moradores da região.

Mariana Freire

 

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