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PUBLIEDITORIAL Uniodonto

As consequências do descaso com a saúde bucal

Pessoas que sofrem com diabetes, leucemia e HIV, por exemplo, devem ter cuidado redobrado

29/05/2019 11:46:15
Uma boa saúde bucal garante, inclusive, um processo de mastigação correto
Uma boa saúde bucal garante, inclusive, um processo de mastigação correto

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social”. Assim, a ausência de doenças não contemplaria, por completo, uma definição de saúde adequada. Em se tratando de saúde bucal, a situação é mais complicada. Enquanto muitos ainda têm medo de ir ao dentista, outros não se dão conta da necessidade de tratamento devido ao desenvolvimento silencioso de doenças nessa região. Dessa forma, a prevenção é deixada de lado, favorecendo uma condição de sofrimento que poderia ser facilmente evitada com a ida periódica ao dentista.

O cirurgião buco-maxilo-facial da Uniodonto Fortaleza, Tácio Pinheiro Bezerra, indica que as principais consequências de uma má condição bucal é a formação de cáries; doenças do complexo endodôntico, popularmente chamadas de problemas de canal, muitas vezes em consequência de cáries que atingem as camadas mais internas do dente; doenças dos tecidos de sustentação do dente, tais como inflamações gengivais (gengivite), ou até mesma da estrutura mais interna (doenças periodontais). Cenários como esses podem causar, além de dores e outros incômodos, mobilidade do dente, sangramentos gengivais, dificuldade de mastigação e até mesmo a perda total do dente.

“A situação mais grave que se pode exemplificar com relação a problemas bucais, considerando também a frequência de ocorrência, são as infecções de origem dentária, os abcessos. O indivíduo pode desenvolver cáries ou doenças periodontais, que podem progredir se não tratadas, vindo a comprometer os tecidos internos do dente e formar ali um processo infeccioso dentro dos tecidos vulneráveis. Então começa o crescimento bacteriano, com a formação de pus, e esse processo pode tomar grandes proporções e comprometer a vida do paciente, em razão do aumento do volume dos tecidos em volta da boca, na região abaixo da mandíbula e abaixo da língua. A partir disso, existe o risco de dificuldade de respiração, deglutição, e, em estágios mais avançados, pode comprometer a região do pescoço, o tórax, o coração ou até mesmo a pele, causando lesões por necrose”, exemplifica Tácio Bezerra.

Outro risco sistêmico relacionado a problemas bucais é o de as bactérias invadirem a corrente sanguínea e causarem uma infecção no coração (endocardite), principalmente quando as válvulas cardíacas foram previamente lesionadas, e, posteriormente, podem até causar uma infecção generalizada, relata Ricardo Nogueira, periodontista da Uniodonto Fortaleza.

Tácio salienta que é necessário ter o entendimento de que a boca não está separada do organismo, tem uma função dentro do processo fisiológico: a mastigação, que representa o estágio inicial de preparação para a digestão. “Se você não tem saúde bucal, você não vai ter um processo de mastigação correto e, consequentemente, vai ter uma complicação no processo de digestão. Lembrando também daquela definição de bem-estar físico, mental e social, a consequência de uma má condição bucal pode sim impactar sua saúde mental, uma vez que aquilo pode gerar algum tipo de insatisfação ou sofrimento, seja por prejuízo estético, seja por dor. E pode ter uma consequência no contexto social, porque vale aquela máxima que o sorriso é o cartão de visita do rosto”, aponta Tácio.

Ricardo destaca, também, que existem determinadas condições que favorecem o desenvolvimento acelerado de problemas bucais. Pessoas que sofrem com diabetes, leucemia ou com o vírus HIV, por exemplo, devem ter cuidado redobrado com a saúde bucal.

O tabagismo e as oscilações hormonais decorrentes da gravidez e do período da adolescência também podem alterar a região. “A diabetes, por exemplo, influencia na cicatrização e nas defesas do organismo. Se você não tiver uma boa escovação, o periodonto, a parte que sustenta o dente, vai estar alterado e você pode perder os dentes devido à falta de escovação. Como as defesas estão alteradas, a doença periodontal vai caminhar mais facilmente”, explica Ricardo.

Prevenção

A maioria das pessoas busca um dentista somente após o desenvolvimento significativo do problema, resultando em processos complexos e dolorosos que poderiam ter sido facilmente evitados. Tácio explica que os estágios iniciais das doenças bucais demandam uma investigação especializada feita por meio da visita periódica ao dentista. “É aquela história de a cada seis meses visitar o dentista, mas você pode prevenir. Se você tiver bons hábitos de higiene, você vai conseguir ter o controle dessas doenças e evitar que elas aconteçam. Escovar regularmente, utilizando escova e creme dental adequados, nunca esquecer do fio dental e lembrar de higienizar a língua”, recomenda Tácio.

Ricardo indica que certos problemas podem ser identificados por meio da gengiva, que deve ser rosada, mas pode apresentar inchaço e uma cor mais avermelhada. Apesar da recomendação geral de visitas ao dentista de seis em seis meses, o profissional aponta que essa frequência depende do paciente. Indivíduos com determinadas doenças devem ir com mais assiduidade, como de três em três meses.

Entre os pacientes, o principal problema é a falta de conhecimento. “As pessoas ainda não viram a importância de uma boa prevenção, de você ter uma frequência no dentista. Às vezes, com uma visita ao dentista de seis em seis meses você vai evitar vários tipos de problemas que você poderia ter com o tempo. Mesmo você achando que não tem nada, é importante ir ao dentista. Você deixa passar uma coisa que poderia ter sido detectada no início e só vai quando o dente já está destruído. É muito melhor fazer um tratamento mais simples do que deixar passar e fazer um tratamento muito mais complexo, de prótese fixa, implantes.”

6 dicas

•O ideal é fazer a escovação e usar o fio dental três vezes ao dia. Caso não seja possível, preferir o turno da noite para a higiene. No entanto, as três escovações são necessárias;

•Levar para a consulta a escova e o creme dental utilizados para que o dentista possa avaliar e orientar a realização de uma higiene eficiente, principalmente em casos de próteses, que demandam uma escovação específica;

•Sempre usar fio dental;

•Não escovar os dentes muito rápido e passar por todas as superfícies;

•No caso de prótese fixa, limpar por debaixo;

•Usar escova interdental.

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