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Conheça o que plataformas digitais estão fazendo em acessibilidade

A facilidade universal no acesso a mídias móveis viabiliza o uso mais democrático de plataformas virtuais. Aplicativos de supermercados oferecem opções de navegabilidade acessível a todos os públicos

14/12/2018 07:51:00
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Na prática, proporcionar acessibilidade em meios digitais significa dar atenção à maneira como usuários interagem com aplicativos e plataformas webs. As necessidades mais comuns são advindas de pessoas portadoras de cegueira, baixa visão, daltonismo, surdez, deficiências cognitivas ou restrição das habilidades motoras. Diversos itens podem ser trabalhados na perspectiva da acessibilidade - no caso de mídias móveis, viabilizada por meio de tecnologias assistivas, como TalkBack no Android e VoiceOver no iOS, softwares de áudio.

Segundo última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 57% dos cidadãos com deficiência usam com frequência a internet. Números da World Wide Web Consortium Escritório Brasil, contudo, apontam que o ambiente virtual não está pronto para atender aos usuários: levantamento mais recente da empresa sobre o assunto aponta que somente 2% das páginas web governamentais são acessíveis. O estudo encontrou também barreiras em todas as páginas de internet do país. Há, porém, iniciativas que buscam em médio e longo prazos reverter esse cenário.

No supermercado Nidobox, por exemplo, o aplicativo de compras provocou impactos positivos junto a pessoas com deficiência. "Temos um cliente com deficiência visual, que faz compras semanal e mensalmente e que começou a fazer as compras pelo aplicativo. Ele e a esposa possuem a deficiência e precisavam sempre de alguém para vir ao supermercado. Com a plataforma, começaram a fazer as compras de casa mesmo. Ele veio até a loja dizer que os dois tiveram uma experiência muito legal de interatividade e parabenizar pela iniciativa", conta Ivamar Cunha, diretor de operações do supermercado.

Acessibilidade no uso dos aplicativos

Larissa Lima, diretora de operações do Mercadapp, empresa responsável pelo desenvolvimento do aplicativo, pontua que ainda há desequilíbrio entre necessidade de ambientes virtuais acessíveis e quantidade de plataformas existentes com esse formato. Larissa diz que o Mercadapp, disponível para Android e iOS, soma atualmente cerca de 20 clientes e que todos tiveram seus respectivos aplicativos desenvolvidos com a perspectiva de acessibilidade.

"Nossa interface já foi pensada para ser simples, devido à significativa parcela dos usuários ter idade avançada. Se o usuário com deficiência visual estiver com o VoiceOver ativado, por exemplo, vai ter a mesma navegação dos demais em termos de praticidade. A diferença é que, com o recurso, a navegação ocorre por áudio. O aplicativo fala o preço do arroz e daí basta a pessoa clicar no botão adicionar. Em geral, os deficientes visuais tocam muito rápido na tela, já têm uma habilidade para lidar com o recurso."

Aplicativos de supermercado

Sobre o desenvolvimento de aplicativos do segmento de supermercados, Larissa argumenta que há uma visão crescente de que vale a pena investir em mídias móveis que facilitem compras e que a preocupação das empresas com o relacionamento junto ao cliente é um dos pontos que explica essa curva de aumento. "Este mês, já vamos estar com mais seis lojas. É uma crescente que não vínhamos tendo antes, resultante não somente da preocupação com vendas, e sim da possibilidade de estar com o cliente, mais próximo dele. É uma questão de relacionamento", finaliza. Startup cearense fundada em 2016, o Mercadapp faz parte do leque da Casa Azul Adventures, aceleradora de startups do Grupo de Comunicação O POVO.

Serviço

Mercadapp

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