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Dislipidemia. Colesterol bom pode reduzir até 25% em mulheres na menopausa

Endocrinologista alerta para atenção ao distúrbio dos lípides, um dos principais fatores de risco de doenças cardiovasculares. Mulheres com câncer de mama podem entrar na menopausa induzida por causa de tratamento

19/10/2017 12:30:00
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Ansiedade, insônia e diminuição de atenção e de memória são alguns sintomas conhecidos da menopausa nas mulheres. Esse período da vida, que chega normalmente entre 45 e 50 anos ou mesmo antes, caso a mulher tenha menopausa induzida, também é mercado pelo aumento do colesterol total em aproximadamente 15%. O HDL - chamado de colesterol bom - diminui em até 25%. A alteração é ligada à dislipidemia, um dos principais fatores de risco de Doenças Cardiovasculares (DCV) – responsáveis pela maior mortalidade entre mulheres brasileiras no País.

Segundo Helane Gurgel, endocrinologista e diretora-médica do laboratório Lab Pasteur, a dislipidemia é o distúrbio no metabolismo dos lípides, elementos que promovem a gordura no sangue. "O perfil lipídico é composto laboratorialmente pelo colesterol total, LDL colesterol, HDL colesterol, e pelos triglicerídeos. O HDL é protetor. Quanto maior, melhor”, frisa.

Esse colesterol bom pode ser aumentado por meio de atividade física regular e do consumo de alimentos como azeite extra virgem, abacate, peixes de águas profundas, manteigas enriquecidas, oleaginosas (nozes e castanha-do-pará, por exemplo). "É muito importante que as mulheres entendam que, melhorando os hábitos alimentares e físicos, o colesterol pode aumentar, ajudando na proteção cardiovascular", aponta Helane.

O chamado colesterol mau - LDL colesterol - é uma partícula facilmente oxidada dentro do organismo e favorece o entupimento de vasos. "Essa modificação no organismo faz com que ele se deposite nos vasos, gerando o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou o infarto", indica a médica.

Didaticamente, a medicina identifica como perfil de risco mulheres com maior distribuição de gordura no tronco e no abdômen, com braços e pernas finas. "Quem tem esse fenótipo pode ter o HDL mais baixo, que faz parte do contexto da síndrome metabólica. A atenção à síndrome é necessária porque integra o conjunto de fatores que culminam em aumento de risco cardiovascular", alerta a especialista.

[FOTO1]Deficiência de estrógeno e câncer de mama

A deficiência do hormônio estrógeno, de acordo com a diretora-médica do Lab Pasteur, pode aumentar de três a sete vezes o risco de doença arterial coronária. O tratamento de câncer de mama, por exemplo, pode levar à menopausa não natural quando as mulheres ainda são muito jovens.

Foi o caso da servidora pública Carinne Justino, 32, diagnosticada com câncer de mama em 2014. "O câncer que eu tive era alimentado por hormônio. Continuo fazendo tratamento, inicialmente por cinco anos, para os ovários não produzirem mais hormônio", conta.

Com a descoberta da doença, além do tratamento quimioterápico, Carinne mudou completamente sua alimentação. Ela passou a fazer atividades físicas de maneira ainda mais regular. "Antes eu não levava como uma obrigação e agora faço como um tratamento. Além dos hábitos, ter mais equilíbrio espiritual e emocional foi o grande ensinamento que o câncer trouxe, de fato, para mim", afirma a praticante de natação e musculação.

"Nem toda mulher que faz tratamento de câncer tem redução (de estrógeno), mas há aquelas que precisam fazer o bloqueio do hormônio. A queda do estrógeno, por sua vez, pode se relacionar com a mudança do perfil lipídico. Esses efeitos metabólicos são tratados com mudança de estilo de vida", completa Helane.

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