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Educação financeira: como começar 2021 com saldo positivo

Seja no orçamento familiar ou no caixa de micro e pequenas empresas, compreender o valor do dinheiro nas relações de consumo pode fazer toda a diferença na agenda financeira para o novo ano

04/01/2021 22:27:37
Educação financeira é a capacidade de compreender o valor do dinheiro nas relações de consumo
Educação financeira é a capacidade de compreender o valor do dinheiro nas relações de consumo

Quando se fala em educação financeira, o que vem a sua cabeça? Planilhas, gastos limitados, cálculos intermináveis? Apesar de não fazer parte do escopo de ensino do Brasil, educação financeira não precisa ser um bicho de sete cabeças e pode ser uma ótima estratégia para começar 2021 sem sustos, pelo menos no que diz respeito as nossas próprias economias.

Poupar não é uma tarefa fácil, principalmente tendo como base um salário mínimo de R$1,1, o valor recém-ajustado passa a valer a partir desta sexta-feira (08/01) e mantém para o novo ano o enorme desafio de equilibrar salário e gastos. Com um reajuste de 5,26%, parece que, literalmente, a conta não fecha. Preços cada dia mais elevados, as contas fixas de início de ano chegando, o aumento da tarifa de energia, gás, gasolina. Segundo o economista Alcântara Macêdo, estamos vivenciando a maior crise econômica e financeira da república: “Estávamos saindo de uma queda do PIB de 7%, quando surgiu a epidemia, que está retraindo, este ano, o PIB em 4,5%. Isso afetou a renda das famílias, impondo-as a um sacrifício penoso de endividamento”, explica. O economista gravou, inclusive, o podcast Empreender sobre as perspectivas econômicas para 2021 que você pode conferir aqui.

Para os micro e pequenos empresários, segmento também bastante impactado pela chegada do novo coronavírus, o momento pede planejamento. Quem tinha um caixa reserva quando a pandemia chegou, certamente, conseguiu se segurar melhor. Educação financeira pode e deve fazer parte também da realidade de toda e qualquer empresa, seja ela micro ou pequena.

Hoje o país tem cerca 60 milhões de CPFs negativados no Serasa. Falta de recursos, desemprego e frágil relacionamento com o dinheiro são os principais motivos para este cenário. Esta situação poderia ser revertida com a inclusão da educação financeira no ensino básico. De acordo com Randal Mesquita, especialista na área, educação financeira é a capacidade de compreender o valor do dinheiro nas relações de consumo. O especialista explica ainda que a educação financeira tem um lado técnico e um comportamental: o técnico é saber lidar com os números, o comportamental lida com as emoções e está diretamente ligado ao consumo por impulso. “Isso vai fazer com que o consumidor tome decisões mais racionais, ele vai perceber que parcelar uma compra em 10x pode ser substituído por fazer uma economia por seis meses e realizar a compra a vista, e até negociando um bom desconto", exemplifica.

Randal Mesquita, especialista em Educação Financeira
Randal Mesquita, especialista em Educação Financeira (Foto: Acervo Pessoal)

De acordo com o especialista em educação financeira, o tema precisa ser encarado como um assunto de família, exatamente pelo contexto onde todos devem contribuir e dedicar esforços desde o planejamento à realização das compras e demais compromissos: “Os adultos apresentam estrutura cognitiva mais elaborada e compreendem o tema de forma mais técnica, as crianças necessitam de um tom mais lúdico, mesmo assim precisam ser apresentadas aos conceitos de economia, eficiência, rendimento e compartilhamento dos recursos domésticos como alimentação, energia elétrica, água, dentro outros”. E é ele quem lista 4 importantes dicas para organizar a agenda financeira para o novo ano:

1)Priorize o pagamento de dívidas mais caras (com os juros mais altos): essa ação vai restabelecer sua capacidade de consumo e evitar a negativação nos órgãos de proteção de crédito;


2)Planeje em família o consumo conforme a média da sua renda: é muito importante estabelecer o orçamento mínimo que você pode contar para as despesas fixas (aquelas que supostamente não podem ser cortadas), essa atitude vai lhe permitir balancear o fluxo de pagamentos e eventualmente o bom hábito de poupar/investir;


3)Anote absolutamente todos os seus gastos: um dos grandes vilões do bom orçamento são os gastos invisíveis que em geral são pequenos mas o total acumulado no final do mês pode ser surpreendentemente devastador;


4)Execute suas compras conforme planejado: não fuja das listas e planilhas, elas são essenciais para manter a organização e o controle, e são um grande passo para um consumo mais consciente.

Listas e planilhas devem relacionar despesas fixas e eventuais (variáveis). Despesas fixas são aquelas que acontecem de forma recorrente, em geral com peridiodicidade mensal e podem ser administradas para melhorar sua eficiência. Exemplo de despesas fixas: água, energia, aluguel, escola, alimentação. Já as despesas variáveis acontecem de forma eventual e pode ser administradas para sua redução ou substituição. São exemplos de despesas eventuais: transporte, lazer, viagens, manutenção de veículos e imóveis.

Já do ponto de vista do empreendedorismo, o endividamento sempre foi um tema polêmico, afinal existem riscos reais na captação de recursos de terceiros para utilização na operação dos negócios, entretanto, é ponto pacífico entre os especialistas que uma das possíveis formas de crescimento e expansão das empresas é com a utilização planejada de capital de terceiros. O empreendedor brasileiro contemporâneo é bem mais sensível ao tema e precisa investir cada vez mais em capacitação e ferramentas técnicas para planejamento financeiro, elaborando métodos eficientes para captação e, sobretudo, utilização no negócio. “É muito saudável iniciar o ano investindo sob dois aspectos: 1) refinando o planejamento para o novo ano, consolidando metas, objetivos e estratégias; 2) executando o conteúdo já planejado para o novo ano, ou seja, transformando ideias em negócios”, pontua.

 

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