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Câncer de pele: você sabe diferenciar alguns sinais?

A patologia é forma mais comum da doença no Brasil e no mundo. 180 mil novos casos da doença deverão ter surgido em 2018. Pessoas com pele, cabelos e olhos mais claros têm maiores chances de desenvolver o problema, alerta especialista

26/12/2018 07:00:00
Símbolo da campanha dezembro laranja
Símbolo da campanha dezembro laranja

Você já teve alguma mancha roxa na unha e achou que podia não ser nada demais? Aos 32 anos, Maria Lima* demorou cerca de três anos para descobrir que essa macha era mais um sinal de um melanoma maligno. “Tem um sintoma que pouco gente sabe: quem tem um melanoma a unha tende a manchar, fica roxa, como se tivesse levado uma pancada, e isso aconteceu comigo. O sinal [tumor] teve alteração de cor, e percebi crescendo no decorrer desse tempo.”

A história de Maria*serve para chamar atenção, neste último mês do ano, à campanha Dezembro Laranja. Iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que tem como objetivo alertar a sociedade acerca do câncer de pele. Sozinha, a doença responde por aproximadamente 35% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil. A cada ano, surgem cerca de 180 mil novos casos da patologia, calcula o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Como forma de alertar sobre a importância do uso diário do protetor solar, neste ano, a campanha recebeu o mote “Se exponha, mas não se queime”.

O câncer de pele caracteriza-se quando há crescimento anormal das células que compõem a pele. Os tipos mais comuns são os carcinomas basocelulares, os espinocelulares e o melanoma, este último o mais mortal da doença. E foi um desses tumores agressivos que surgiu na perna de Maria Lima*, que aos 32 anos descobriu que tinha desenvolvido a patologia. A empresária ainda demorou cerca de três anos desde observar o corpo estranho até procurar atendimento médico.

O primeiro profissional consultado não identificou o sinal como preocupante. No entanto, não satisfeita com a avaliação, Maria procurou outra opinião. O segundo médico encaminhou-a de imediato a um cirurgião plástico, que retirou o tumor. “Depois de retirado o sinal, foi feita a biópsia e veio o resultado de melanoma maligno”, conta. “Existe uma numeração que quantifica a profundidade do problema. Por esse critério, o meu estava superficial. Então, não foi preciso um tratamento posterior [quimioterapia], apenas a retirada do tumor.”

Após a retirada, Maria realizou acompanhamento com o médico a cada dois meses, depois a cada seis meses, e atualmente, faz uma visita anual para garantir que está tudo certo. Já são seis anos desde o susto.

Como identificar o problema

A dermatologista Patrícia Brasil, do Hapvida, explica que o câncer de pele pode ser identificado como uma ferida que não cicatriza há mais de mês, ou um sinal que você tem desde a infância e que vem mudando de cor ou de formato. “O tipo de câncer de pele mais comum está relacionado à exposição solar, embora [o problema] possa ocorrer em áreas expostas ou não ao sol. Mas o diagnóstico correto só o dermatologista é capaz de oferecer.”

Quem tem histórico da doença na família, pessoas com pele, cabelo e olhos mais claros ou que já apresenta outras doenças de pele, como é o caso de albinos ou pessoas com doenças autoimunes, compõem o grupo de risco, alerta Patrícia. “Esses pacientes têm que usar realmente protetor solar direto.”

Entre os objetivos que a SBD procura atingir com a campanha está a conscientização sobre uso diário do protetor solar, explica a dermatologista. “Tem a associação do protetor com a praia, com a exposição mais intensa, mas falham com o dia a dia, principalmente em uma cidade como a nossa com alta incidência solar.” Outras questões que precisam ser esclarecidas estão relacionadas à quantidade correta quanto à reaplicação, que precisa ocorrer a cada duas ou três horas, e em relação ao fator de proteção do bloqueador solar (FPS), que deve ser pelo menos 30, enumera a dermatologista.

Conheça o ABC do câncer de pele

Assimetria - lesão toda irregular, não tem um lado semelhante ao outro.

Bordas do sinal - irregulares, com algumas entradas, não é bem redonda.

Cor - mais de uma cor, ou que vem mudando de cor.

Diâmetro - acima de cinco milímetros é um fator de risco.

Espessura - o relevo do tumor em relação à pele.

(Fonte: Patrícia Brasil)

 

*O nome verdadeiro foi alterado a pedido da personagem.