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PUBLIEDITORIAL AMC

Câmeras fiscalizam e dão segurança

14/12/2019 06:00:10
Quando temos uma cidade sinalizada, organizada e fiscalizada nos principais pontos de acidentes, estamos quebrando a mobilidade da marginalidade (Foto: Júlio Caesar)
Quando temos uma cidade sinalizada, organizada e fiscalizada nos principais pontos de acidentes, estamos quebrando a mobilidade da marginalidade (Foto: Júlio Caesar)

Câmeras. Sim, muitas câmeras. Diferente do que o senso comum pode supôr, visualizar significa monitorar, prevenir e planejar. A fiscalização eletrônica é, sobretudo, o meio de se reduzir os acidentes.

A tecnologia de reconhecimento de placas está cada vez mais presente no cenário das grandes cidades com a finalidade de ajudar os órgãos de trânsito no cumprimento das normas de circulação e consequente redução de acidentes. Em Fortaleza, ao compararmos os anos de 2016 e 2018, houve uma queda de 30% no número de acidentes com vítima em cruzamentos semaforizados que passaram a contar com esses equipamentos.

“Nos últimos sete anos, passamos gradualmente a adotar uma abordagem mais científica e menos empírica dos critérios de uso da fiscalização eletrônica; agregando as estatísticas de acidentalidade e fatores de risco na análise e o uso de índices que ajudam a priorizar os locais em que se obterão os maiores impactos com os equipamentos”, comenta o coordenador de fiscalização eletrônica da AMC, Marcelo Luna.

“Ao longo desse tempo, o quantitativo de equipamentos não cresceu muito, mas foram realocados, principalmente, para locais com faixas exclusivas de ônibus no intuito de otimizar os deslocamentos dos usuários de transporte coletivo, além de estarem estrategicamente em pontos considerados mais críticos em relação a acidentes. O nosso objetivo é coibir as irregularidades para garantir um ir e vir mais seguro”, reforça Arcelino Lima.

Além de inibir o cometimento de infrações que comprometem a segurança viária, a fiscalização eletrônica age como uma importante aliada para as ações de segurança pública. Atualmente, são 360 pontos ativos distribuídos em todas as regiões da Cidade que contemplam recursos adicionais para auxiliar não só no gerenciamento de tráfego, mas também na coibição da criminalidade.

Desde 2013, o parque de fiscalização eletrônica de Fortaleza foi modernizado e todos os equipamentos existentes passaram a fazer a leitura automática de placas, dentre outras funções. A Secretaria de Segurança Pública do Estado tem acesso a dados dos equipamentos de fiscalização eletrônica em tempo real, diretamente da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS), podendo utilizar a ferramenta para identificar os veículos envolvidos em situações suspeita ou criminosas como em casos de sequestro e roubo.

Trata-se de um software intitulado Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia) que estrutura as bases de dados e centraliza todas as informações coletadas pelos equipamentos. Ao detectar a passagem de veículos em pontos estrategicamente determinados na malha viária, esse sistema possibilita rastrear os locais por onde eles circulam, apoiando a Polícia na solução de crimes. É possível monitorar ainda padrões de comportamento que podem ser indícios de atividade criminosa ocorrida ou a ocorrer, assegurando um ir e vir mais seguro em todos os aspectos.

Para o assessor técnico da pasta, André Luís Barcelos, quando a Cidade se organiza, em termos de movimento e deslocamento, a segurança pública é impactada. “Quando temos uma cidade sinalizada, organizada e fiscalizada nos principais pontos de acidentes, estamos quebrando a mobilidade da marginalidade. Estamos mostrando à população que ali existe cuidado”, pondera.