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Governo aciona CGD para apurar responsabilidade sobre violência policial contra Inácio e família

Secretário contou que ele e familiares foram agredidos por policiais durante ocorrência de suspeita de boca de urna

12:00 | 03/10/2016

O Governo do Ceará determinou à Controladoria Geral de Disciplina dos órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (CGD) "rigorosa apuração" da violência policial contra Inácio Arruda e seus familiares, no último domingo, 2. O secretario da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará denunciou ter sofrido agressão de policiais militares da Força Tática de Apoio (FTA), durante uma ocorrência de suspeita de boca de urna, na avenida 13 de Maio.

Em nota enviada à imprensa, o Governo disse que ''repudia qualquer tipo de ação ilegal ou truculenta por parte dos seus agentes de segurança''. "O compromisso da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, bem como da sua vinculada Polícia Militar do Ceará, instituição respeitada e de relevantes serviços prestados ao povo cearense, é prover proteção e conforto para o exercício da liberdade", completa.

Inácio contou que estava no Jardim Jatobá, quando foi avisado que a filha, Nara Arruda, a diretora da União Nacional dos Estudantes (Une) e outra pessoa foram detidas."Terminou que fomos espancados, fui enforcado por um cabo, absolutamente louco. Minha esposa foi agredida e está sangrando no braço, foi espancada e jogada no chão. É a Polícia que tem que dar segurança e no encerramento de uma eleição", afirma.

Segundo o secretário, a esposa foi agredida, golpeada e jogada no chão. Vídeo enviado ao O POVO Online mostra a abordagem policial contra o secretário:

[VIDEO1] 

Relato
O presidente da Associação Cearense dos Estudantes Secundaristas, Willamy Macedo, estava com a filha de Inácio e com mais três pessoas por volta das 16h30 em frente ao Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) aguardando carona.

Macedo relata que policiais militares os abordaram justificando que teriam recebido uma denúncia de boca de urna envolvendo cinco mulheres vestindo shorts jeans. Macedo explica que havia três mulheres – apenas uma vestindo a roupa descrita na denúncia – e dois homens no grupo.

A confusão começou, segundo ele, quando um dos policiais exigiu a bolsa da filha de Inácio, que teria negado entregá-la por considerar que a denúncia não se referia a ela. “Nesse momento, já havia uns dez policiais nos cercando, entre eles, apenas uma mulher, que tentava dialogar, mas os policiais homens começavam a gritar dizendo que elas [as três mulheres do grupo] seriam presas. Disseram que chamariam um superior e, quando ele chegou, já foi arrastando a bolsa da menina [filha de Inácio]”.


Redação O POVO Online (com informações da Agência Brasil)

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